Sicredi Federal MS: serviços de qualidade com crédito mais barato
O estímulo à educação financeira e ao uso adequado do capital, com juros abaixo do mercado, são fatores que fazem das cooperativas de crédito instituições financeiras diferenciadas. Foram esses diferenciais que motivaram um grupo de servidores públicos a criarem a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (Cred-UFMS).
Instituída em agosto de 1988, a Cred-UFMS começou a funcionar efetivamente em junho do ano seguinte, após autorização do Banco Central (BC). E foi nesse mês que a cooperativa liberou os primeiros empréstimos ao seu quadro social. Desde aquela época, fundamentava sua organização em comitês educativos, buscando difundir e promover a doutrina e filosofia cooperativistas a seus associados, no próprio local de trabalho. O modelo venceu o tempo e continua perdurando até hoje.
Dez anos depois de sua fundação, a Cred-UFMS passou a integrar o Sistema Sicredi e adotar o nome Sicredi UFMS. “Demos um passo determinante para a gestão da cooperativa e para os resultados alcançados. Esse é o caminho: buscar o fortalecimento por meio de uma atuação sistêmica. Assim, conquistaremos um espaço cada vez maior no mercado”, comenta o presidente da instituição, Celso Ramos Régis.
O crescimento se evidencia em diversas frentes e uma delas é no número de associados. Inicialmente com 45 pessoas, a entidade cresceu e hoje reúne cerca de 10 mil cooperados. Essa ampliação foi motivada pela aprovação de um novo estatuto social, em outubro de 2001, permitindo a participação na cooperativa de todos os servidores públicos federais do estado e não mais só da universidade. Com isso, o nome sofreu nova alteração, desta vez para Sicredi Federal – MS.
Adesão – Mais uma década se passou e outra mudança ocorreu. Em dezembro de 2011, alinhado ao seu processo de expansão, a instituição apresentou ao BC um projeto de transformação para cooperativa de livre admissão. Isso significa que, após a aprovação do órgão regulador, qualquer pessoa física terá a possibilidade de associar à entidade.
Além de estimular o trabalho cooperativo, a Sicredi Federal – MS incentiva a integração e o desenvolvimento de ações para melhorar a qualidade de vida do seu quadro social. Para prestar atendimento personalizado, conta com 68 empregados.
Os resultados já podem ser vistos. Em 2011, os ativos totalizaram R$ 81 milhões e o patrimônio líquido atingiu R$ 29 milhões. Os números comprovam que a cooperação é o segredo do sucesso.
- Fundação: 26 de agosto de 1988
- Cooperados: 9.746
- Empregos diretos: 68
- Ativos: R$ 81 milhões
- Patrimônio Líquido: R$ 29 milhões
- Ano-base: 2011
Fonte: ano2012.coop.br
Representação sindical a trabalhadores em cooperativas não fere princípio constitucional
TRT-DF/TO: Representação sindical a trabalhadores em cooperativas não fere princípio constitucional
Os empregados das cooperativas de crédito devem ter garantida a possibilidade de compor o próprio sindicato. Negar a possibilidade de sindicalização para a categoria seria desprestigiar o valor social do trabalho que desenvolvem e não admitir a possibilidade de evolução e melhoria de sua condição social. Com base nessas teses, a Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-DF/TO) entendeu que o pedido de registro sindical, formulado por sindicato profissional, com o fim de representar a categoria dos empregados e trabalhadores em cooperativas de crédito, submetidos ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho, não violaria o princípio constitucional da unicidade sindical, conforme inciso II, do artigo oitavo, da Constituição Federal.
Segundo consta nos autos, o secretário de relações de trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego indeferiu o pedido de registro requerido pelo sindicato profissional para representação da categoria em questão sob o argumento de “não caracterização de categoria econômica ou profissional para fins de organização sindical, nos termos da legislação pertinente”.
Em razão do fato, o sindicato impetrou mandado de segurança, alegando que o ato feriu direito líquido e certo, no que diz respeito ao regular processamento do registro sindical solicitado.
Ao julgar o processo, a primeira instância apontou a inexistência de direito líquido e certo, afirmando que as cooperativas não se enquadram como categoria econômica, não preenchendo, assim, os requisitos legais para a formação de sindicato. Concluiu-se que o deferimento do pedido atentaria contra o princípio constitucional da unicidade sindical.
Ao julgar o recurso, a relatora, desembargadora Márcia Mazoni Cúrcio Ribeiro, adotou os fundamentos do revisor, desembargador Douglas Alencar Rodrigues. O revisor argumentou que “a rigor, os empregados das cooperativas de crédito, instituições financeiras por excelência, deveriam ser enquadrados na categoria profissional dos bancários, em razão da indiscutível semelhança das condições de trabalho que vivenciam”, porém “no âmbito desta Justiça do Trabalho prevalece concepção contrária à possibilidade de consideração dos empregados dessas cooperativas como bancários, inclusive para efeito de enquadramento sindical”, pautando-se em precedentes do TST.
Assim, concluiu o revisor que “se não podem ser equiparados aos bancários, para efeito de jornada ou para fins de enquadramento sindical, os empregados das cooperativas de crédito devem ter assegurada a possibilidade de formação de sindicato próprio, pois constituem categoria singular e específica, passível de reconhecimento e legitimação por parte do Estado, de acordo com os termos do inciso I, artigo 8º, da Constituição Federal”. Com esses fundamentos foi negado provimento ao recurso.
Processo nº 00583-2011-004-10-00-0 ReeNecRO
Fonte: www.csjt.jus.br
Governo do Estado do RS declara 2012 como Ano Estadual do Cooperativismo
O ex-ministro José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, disse, nesta terça-feira pela manhã (24/1), que “a FAO precisa do cooperativismo muito mais do que o cooperativismo da FAO“. A manifestação ocorreu durante a cerimônia de lançamento do Ano Internacional do Cooperativismo no Rio Grande do Sul. O evento no Palácio Piratini contou com a presença do governador Tarso Genro e diversas autoridades que, posteriormente, participaram de uma reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), cuja pauta principal foi a estiagem.
Graziano citou que as cooperativas representam 30% da produção da agricultura familiar no mundo. Pela importância que representa no cenário mundial, as melhores práticas do cooperativismo, entre elas a desenvolvida no Rio Grande do Sul, precisam chegar aos países com sérios problemas de alimentação. Ele citou uma conversa que teve com o governador Tarso Genro e com o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, na qual trataram da experiência gaúcha e da possibilidade de levar a assistência técnica e consultores do Rio Grande do Sul para outros países, através da FAO, a fim de expor o conhecimento e as experiências bem sucedidas.
Assim como o governador Tarso Genro, que afirmou que o Programa Gaúcho do Cooperativismo é uma conquista para todo o estado e cuja elaboração envolveu diversos setores e movimentos sociais, “sem que nenhum deles tenha perdido sua identidade”, Graziano também elogiou o Programa, lançado no ano passado e coordenado pela SDR. Disse que é um modelo a ser difundido, porque o cooperativismo ajuda a organizar a produção e os mercados. “Agora, os espaços de consumo e de produção têm um outro passo a seguir, isto é, o envolvimento com o cooperativismo. E no Brasil, o Rio Grande do Sul está na cabeça deste processo”, lembrou o diretor-geral da FAO.
O secretário Ivar Pavan afirmou que “para o RS é uma boa notícia ter 2012 como o Ano Internacional dedicado às cooperativas“. Lembrou que o estado possui 2.750 cooperativas com CNPJ ativo, reunindo dois milhões de associados em 13 ramos de atividade. Os números do cooperativismo gaúcho movimentam 10% do PIB (Produto Interno Bruto) e as cooperativas agrícolas somam 59% do PIB agropecuário.
“As cooperativas exercem um papel importantíssimo no desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul e, muitas vezes, fazem o papel do próprio poder público. Pensando nisso, o Governo do Estado decidiu fazer das cooperativas uma grande força política e econômica para o desenvolvimento, ao unir todos os setores em torno de uma única proposta, o Programa do Cooperativismo Gaúcho”, afirmou Pavan. O secretário desejou vida longa às cooperativas e que elas sejam a grande estratégia de desenvolvimento do estado, do Brasil e do mundo.
Em nome das cooperativas, a manifestação foi do presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Rui Polidoro Pinto. Ele afirmou estar bastante satisfeito com o lançamento do Ano Internacional do Cooperativismo no Rio Grande do Sul e que o Programa Gaúcho do Cooperativismo vem para contribuir com o desenvolvimento do setor no estado.
Fonte: www.cdes.rs.gov.br
Sicoob cria espaço para a imprensa
Com o objetivo de manter a imprensa e também os associados informados com as últimas notícias o Sistema Sicoob criou um espaço específico para a divulgação de releases e notícias.
Conheça o conteúdo no http://www.sicoob.com.br/site/conteudo/sistema_sicoob/sala_de_imprensa/

Cooperforte virtualiza estrutura para crescer
A Cooperforte, a 2ª maior Cooperativa de Crédito do Brasil reduziu consumo de energia, ganhou espaço físico e aumentou disponibilidade.
A necessidade de atualizar a infraestrutura tecnológica para atender ao crescimento esperado dos negócios somada à limitação de espaço fez a cooperativa de crédito urbano Cooperforte acelerar os passos rumo à virtualização. Por mês, a companhia realiza cerca de 3 milhões de transações, que incluem saques, empréstimos e aplicações, e registra incremento na base de associados que hoje soma 110 mil. Atender a essa massa com qualidade e agilidade tornou-se um desafio.
“O ambiente que tínhamos não estava compatível com a demanda gerada pela expansão da Cooperforte nos últimos anos. Já enfrentávamos limitações de disponibilidade das informações e segurança”, afirma Wilson Celso Petry, gerente de TI da Cooperforte.
Petry diz que metade dos associados da companhia se relaciona com a Cooperforte via canais virtuais e call center. Esse cenário, prossegue, gera demanda de serviços cada vez maior. “Estávamos no limite”, observa.
O executivo explica que enxergou na virtualização a saída adequada para eliminar esses problemas. “Identificamos que a tecnologia poderia diminuir o custo de propriedade, reduzir consumo de energia e de refrigeração e aprimorar o gerenciamento de equipamentos. Foi o que conquistamos”, lista.
Ele acrescenta ainda a queda nos custos com a renovação dos contratos de licenças de software. O executivo aponta que o conhecimento adquirido por ter trabalhado muitos anos com plataforma alta, que há tempos vem sendo virtualizada, o ajudou a executar o projeto com tranquilidade. Mas o apoio do seu time, diz, foi fundamental para o sucesso da iniciativa.
A empresa contava com 36 servidores físicos e decidiu renová-los por outros da HP, mas manteve o mesmo número de equipamentos, adicionando 55 servidores virtuais, com o auxílio da tecnologia VMware. Petry diz que cerca de 2 milhões foram investidos no projeto e que a iniciativa trouxe benefícios.
Assim como as empresas que estão ingressando no mundo da virtualização, a Cooperforte começou a testar a tecnologia pelos sistemas que geram menos impacto aos negócios para depois conquistar maturidade e estendê-la para as aplicações de missão crítica. “Tínhamos de ter certeza do seu potencial e segurança. Hoje, nosso servidor de e-mail, ERP, aplicações web e banco de dados estão em ambiente virtual”, assinala.
Há pouco mais de um ano com a nova estrutura, Petry diz que além dos objetivos propostos terem sido alcançados, o tempo de backup sofreu redução considerável, de 14 horas para 7 horas, ganho de 50% na realização da atividade. “Agora, temos cópias de segurança de máquinas inteiras, o que nos permite prover equipamentos virtuais mais rapidamente”, assegura.
O gerente de TI notou que antes de colocar em prática o projeto, a equipe de TI consumia boa parte do tempo apagando incêndios, prejudicando a capacidade de abraçar novas demandas e o desenvolvimento de soluções para os negócios. Mas com a facilidade de administração do ambiente, esse cenário ficou para trás, avalia.
Com a infraestrutura em dia, a Cooperforte conseguiu aumentar os negócios, ampliar a velocidade das atividades, garantir disponibilidade e, de acordo com Petry, essa combinação de fatores reflete diretamente nos associados.
Animada com os resultados, a cooperativa de crédito faz muitos planos para o futuro. O novo ambiente permitiu que a companhia estivesse pronta para ampliar os serviços prestados aos associados. Como exemplo, Petry cita que, de olho na mobilidade, a Cooperforte quer oferecer no primeiro trimestre de 2012 atendimento por meio de dispositivos móveis, inicialmente no iPad e iPhone, e que a partir de agora é possível suportar essa demanda.
“Com virtualização, não preciso aumentar a quantidade de racks, consigo suportar o aumento previsto sem dificuldades”, pontua. Para ele, a estrutura anterior certamente iria frear a expansão dos negócios e, com isso, a companhia perderia competitividade.
Diante dos resultados positivos que a virtualização possibilitou para a companhia sediada em Brasília (DF), um dos próximos passos é ampliar o uso da tecnologia para o site de contingência, que está instalado no Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), a alguns quilômetros do site principal. “Aprendemos que virtualização não é um ‘bicho de sete cabeças’, é um caminho sem volta”, avalia.
Uma nova rodada de aquisições de servidores está prevista. Seis da linha blade serão adquiridos e virtualizados. Mas isso não significa, segundo Petry, que a estrutura atual não comporta as demandas. “A garantia de alguns servidores do parque vai vencer e ampliar a de equipamentos ociosos, o que é mais caro do que adquirir novos”, explica.
Ele acrescenta que os equipamentos vão permitir à Cooperforte ganhar eficiência e performance e ficar em linha com o posicionamento estratégico da companhia, que busca cada vez mais a sustentabilidade. “Os blades nos ajudam nessa missão.” Agora, a Cooperforte, com fôlego para crescer, está preparada para demandas atuais e futuras, finaliza o gerente de TI.
Leia mais sobre a Cooperforte no http://www.cooperativismodecredito.com.br/SICOOBCooperforte.html
Fonte: computerworld.uol.com.br
Sicredi terá mais 26 unidades em 2012 no RS e SC
O Sicredi projeta ampliar sua rede de atendimento através da abertura de 26 unidades de atendimento nos Estados do Rio Grande do Sul (RS) e Santa Catarina (SC) em 2012. Com a inauguração da Unidade de Atendimento de Saudades (SC), que ocorre no dia 20 de janeiro, o Sistema contará com 589 pontos de atendimento nos dois Estados.
O Sicredi, por meio das cooperativas filiadas à Central Sicredi Sul, que abrange o RS e SC, abriu 16 novos espaços para atender às demandas dos associados gaúchos e catarinenses em 2011. As Unidades de Atendimento de Bombinhas e Itapoá, que fazem parte do litoral de Santa Catarina, foram as últimas inaugurações previstas no calendário de inaugurações desse ano. De acordo com o presidente da Central Sicredi Sul, Orlando Borges Müller, este crescimento “é o resultado do trabalho realizado pelas cooperativas junto aos seus associados e comunidades, através de uma parceria comprometida com o desenvolvimento econômico e social”.
Müller também aponta que o ano se 2012 é o Ano Internacional das Cooperativas, chancelado pela Organização das Nações Unidas (ONU), começa com excelentes perspectivas de crescimento e consolidação. “Está comprovado que através desta forma de organização das pessoas se constroi um mundo melhor,” concluiu o presidente.
Fonte: Central Sicredi Sul
Distribuição de sobras fortalece vínculos entre cooperativas
Assembleia é que resolve se as sobras serão aplicadas em outros investimentos
Diferentemente de uma empresa mercantil comum, que tem no lucro o objetivo final de sua atuação, a cooperativa tem como foco a prestação de bons serviços e a busca por resultados coletivos para seus cooperados. Isso significa que o saldo financeiro positivo ao final de cada ano, ao invés de ser destinado a um único dono do negócio, ou distribuído a quem tem maior número de ações, é assunto de discussão em assembleia, para que todo o conjunto dos cooperados possa decidir o que fazer com as sobras.
É a assembleia que resolve se as sobras serão aplicadas em outros investimentos – e se isso será feito em parte ou no todo – ou se devem ser distribuídas proporcionalmente à participação de cada associado na atividade da cooperativa durante o exercício. O assunto fez para da 4ª edição da revista Saber Cooperar. Se você ainda não recebe a revista do Sescoop, envie um e-mail para revistadosescoop@sescoop.coop.br com seus contatos, que faremos o seu cadastro.
Fonte: OCB
Cresol Central já ultrapassa o montante de R$ 155 milhões liberados aos associados através de operações do Pronaf Custeio
No primeiro semestre do ano safra 2011/2012 (de 01/07 a 31/12/2011), a Cresol Central efetuou mais de 20 mil operações de Pronaf Custeio, sendo 9.722 operações através de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e mais de 11 mil via Banco do Brasil. Juntas, elas representam um montante superior a R$ 155 milhões. Além do aumento no número de operações e de valor, outra novidade do plano safra 2011/2012 é o prazo. Neste ano, pela primeira vez, a Cresol Central iniciou a liberação em agosto, sendo que foi realizada com um mês de antecedência se comparada a safra anterior.
Conforme o Diretor Operacional de Crédito, Cláudio Risson, estas operações demonstram o crescimento do Sistema Cresol. “Nesta safra avançamos significativamente no volume de crédito repassado e também na quantidade de contratos liberados. Estes aumentos representam que o ano safra 2011/2012 vem sendo positivo, especialmente, no volume de crédito operado através do Pronaf e que estamos contribuindo, cada vez mais, com o desenvolvimento local e melhorando a qualidade de vida de nossos associados”, declara.
Com maior efetividade no planejamento, as cooperativas conseguiram organizar as contratações para que o crédito chegasse no momento oportuno ao associado. Segundo o Coordenador do Departamento de Crédito da Cresol Central, Maicon Tiago Mistura, o Sistema atenta para que o associado tenha crédito disponível no momento certo e no valor necessário. “Isto é possível através do trabalho em conjunto com as Cooperativas Singulares, dos treinamentos realizados antes do início das contratações e ajustes técnicos para as novas regras”, explica.
Entre as 55 Cooperativas que operam com Pronaf Custeio BNDES, a Cresol Irineópolis liberou neste período, através de 24 operações, uma média de R$ 5.368,28 a cada financiamento. De acordo com o Vice-Presidente da Cooperativa, Edvino Zielinski, nesta safra, são mais de R$ 125 mil em operações. “O Pronaf Custeio é um importante instrumento para os agricultores, já que oferece oportunidade para desenvolverem as propriedades e condições para melhorarem a renda”, avalia.
Já a Cresol Xavantina efetuou 98 operações com média de, aproximadamente R$ 20 mil cada. Conforme o associado, Gilberto Pavan, a necessidade de financiar surgiu para aumentar os rendimentos na propriedade. “Com o crédito, financiei a lavoura de milho e também investi na produção de leite. Com isso, consigo ter capital de giro e maior renda”. Ele reside na Comunidade de Pinhal Preto, interior de Xavantina, no oeste de Santa Catarina, e acessou o Pronaf Custeio Agropecuário no valor de R$ 20 mil.
Plano Safra 2011/2012
Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através do Plano Safra 2011/2012, os agricultores familiares de todo o país tem acesso a um total de R$ 16 bilhões, que podem ser aplicados em linhas de custeio, investimento e comercialização do Pronaf. Do total disponibilizado, R$ 7,7 bilhões são para operações de investimento e R$ 8,3 bilhões para operações de custeio.
Fonte: Cresol Central
Pesquisa de Satisfação: Sicredi tem alto índice de recomendação junto a seus associados
Resultado é decorrente da Pesquisa de Satisfação NPS, que está sendo aplicada durante o Planejamento Estratégico 2011-2015 do Sistema. Mais de 48 mil entrevistas já foram realizadas.
O Sicredi tem um NPS (Net Promoter Score) elevado entre seus associados. Cerca de 63% deles recomendariam os produtos e serviços das cooperativas filiadas ao Sistema a amigos e familiares, resultando em um NPS geral de 55% para a instituição. Este é o resultado da primeira edição da Pesquisa de Satisfação NPS, com dados coletados junto a mais de 48 mil associados entrevistados no ano de 2011, e que seguirá sendo realizada até 2015, como parte do Planejamento Estratégico 2011-2015 do Sicredi. A média de entrevistas foi de 6 mil entrevistados a cada mês.
O objetivo da iniciativa é medir a satisfação dos associados com uma metodologia simples desenvolvida pela Bain & Company. A partir das respostas à pergunta “Você recomendaria o Sicredi a um amigo ou colega?“, classificam-se os associados numa escala de 0 a 10. Os promotores são aqueles que respondem 9 ou 10 – fãs genuínos dos produtos; neutros – aqueles que respondem 7 ou 8; e detratores, aqueles que respondem 6 ou menos. Ao subtrair a porcentagem de “promotores” da porcentagem de “detratores”, obtém-se a métrica denominada Net Promoter Score (NPS).
De acordo com Daniel Ferretti, da Superintendência de Comunicação e Marketing do Sicredi, a metodologia tem relação direta com o crescimento das empresas. “As organizações com um NPS maior apresentam índices de crescimento superiores às demais. Portanto, o NPS se reflete em resultados, já que os associados considerados ‘promotores’ – que apontam notas 9 e 10, utilizam mais produtos, recomendam a empresa para mais pessoas e permanecem mais tempo como associados”, explica. Além de obter o NPS do Sicredi, a pesquisa também aborda outras questões, que verificam a percepção dos associados quanto a produtos, canais e atendimento da instituição.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é um conjunto de 115 cooperativas de crédito, integradas horizontal e verticalmente. A integração horizontal representa a rede de unidades de atendimento (mais de 1.100 unidades de atendimento), distribuídas em 10 Estados* – 905 municípios. No processo de integração vertical, as cooperativas estão organizadas em cinco Cooperativas Centrais, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo, que controla as empresas específicas que atuam na distribuição de seguros, administração de cartões e de consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br.
* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.
Cooperados da Unicred Central RS poderão obter linhas de crédito do BRDE
Cooperados das 19 unidades singulares representadas pela Unicred Central RS passam a contar com a possibilidade de utilizar linhas de créditos oferecidas pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Termo de cooperação técnica entre a Unicred Central RS e o BRDE foi firmado na tarde desta sexta-feira (20), em Porto Alegre, buscando viabilizar aos associados da cooperativa de crédito no Estado a obtenção de linhas de financiamento para a realização de projetos, como ampliação de hospitais, clínicas de saúde, aquisição de equipamentos, entre outros, tanto para pessoa física quanto jurídica.
“Essa é mais uma fonte de crédito que disponibilizaremos aos nossos cooperados para que ampliem seus negócios e desenvolvam novos projetos”, comentou o diretor-presidente da Unicred Central RS, Léo Airton Trombka. Ele acrescentou que a parceria firmada também servirá de incentivo para que outros profissionais e empresas se associem às cooperativas localizadas no Rio Grande do Sul.
Já o vice-presidente do BRDE, Carlos Henrique Horn, destacou que o relacionamento com o segmento cooperativista tem trazido benefícios para ambas as partes. “Os investimentos realizados são seguros e confiáveis”, afirmou.
Para o gerente de Planejamento do BRDE, Carlos José Ponzoni, o acordo permitirá aos sócios das cooperativas usufruírem dos montantes disponíveis no Banco, conforme os interesses de cada associado da Unicred. “A singular terá a oportunidade de ampliar sua carteira de cooperados e, ao mesmo tempo, de compartilhar rendimentos, sem que perca projetos para outras instituições”, avaliou Ponzoni.
A Unicred Central RS conta com um ativo total de mais de R$ 956 milhões, sendo que aproximadamente 50% estão emprestados aos seus cooperados, e um patrimônio líquido de quase R$ 157 milhões. São 56 agências no Estado e 26 mil associados.
O BRDE conta com patrimônio líquido de R$ 1,250 bilhão e 35 mil clientes nos três estados do Sul do País.
Fonte: Unicred Central RS
Copom baixa juros para 10,5% ao ano na quarta redução consecutiva
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pela diretoria e presidente da autoridade monetária, se reuniu nesta quarta-feira (18) e decidiu, na primeira reunião deste ano, baixar novamente os juros básicos da economia brasileira, que recuaram de 11% para 10,50% ao ano.
Trata-se da quarta reunião consecutiva de redução dos juros, que caíram ao menor nível desde junho de 2010 (10,25% ao ano). Com a decisão, a autoridade monetária confirmou a expectativa do mercado financeiro e “devolveu” todo aumento de juros efetuado desde o início do governo Dilma Rousseff – visto que os juros começaram o ano passado em 10,75% ao ano.
Comportamento previsto para os juros no futuro
A previsão do mercado financeiro é que a taxa de juros, fixada pelo Banco Central, continue recuando nos próximos meses. A estimativa é de que os juros básicos caiam para 10% ao ano em março e para 9,5% ao ano em abril deste ano – patamar no qual, ainda segundo previsão dos economistas dos bancos, fechariam o ano de 2012. Entretanto, a previsão dos analistas do mercado financeiro é de novos aumentos de juros a partir do começo de 2013 – finalizando o próximo ano em 10,25% ao ano.

Fonte: G1
Cooperativas do Sicredi iniciam o Processo Assemblear 2012
Com o conceito Gente que coopera participa, as cooperativas reúnem seus associados para prestar contas de 2011 e apresentar o planejamento para 2012
No Sicredi, os associados são os donos do negócio e participam da gestão da cooperativa, de forma efetiva, por meio do Processo Assemblear. O futuro do empreendimento é decidido nas pré-assembleias, nas assembleias de núcleo e consolidado nas assembleias gerais. Em 2012, serão realizados mais de 1.200 encontros com os associados no Processo Assemblear, entre os meses de janeiro e abril. As cooperativas de crédito têm se firmado no mercado financeiro como um sistema mais inclusivo, participativo e democrático. Esse modelo de organização econômica tem ganhado relevância mundial, ao ponto da ONU declarar 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas.
Em 2011, a participação dos associados foi aprimorada com a realização do Processo Assemblear com voto delegado em 41 cooperativas. Líderes, escolhidos localmente, representam os demais associados nas assembleias gerais. A expectativa em 2012 é ampliar o número para 70 cooperativas. Até 2013, todas as cooperativas com mais de três mil associados estarão com este processo ativo.
O Processo Assemblear 2011 mobilizou 190 mil associados, além de 65 mil visitantes, conscientes de seu papel no negócio, que acreditam em um modelo de participação ativa para desenvolvimento do cooperativismo de crédito e do Sicredi.
Fonte: Sicredi
Ano do cooperativismo, por Roberto Rodrigues
A cooperativa oferece ao seu cooperado serviços que lhe permitam evoluir economicamente. O cooperativismo brasileiro vem crescendo bastante, impulsionado pelo firme timão da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), órgão de cúpula do movimento. Muita gente acha que esse poderoso instrumento de organização econômica da sociedade seja exclusivamente agrícola, o que é um engano. Os números são notáveis e mostram como o movimento se expandiu na área urbana. Há dez anos, o Brasil tinha 5.903 cooperativas, das quais 1.411 eram rurais, com 831.654 associados. Cerca de 2.067 eram urbanas, com 2.493.197 associados. No último levantamento da OCB, de dezembro de 2010, as cooperativas urbanas já eram 2.953, com 3.816.026 associados, e as agrícolas eram 1.548, com 943.054 associados.
As cooperativas urbanas atuam nas áreas de consumo, educação, habitação, infraestrutura, produção, saúde, transporte, turismo e especial (para pessoas com deficiência). E, além das rurais e urbanas, existem as cooperativas de crédito, em número de 1.330, com mais de 5,6 milhões de associados, a grande maioria urbanos, embora a área rural ainda tenha maior poder econômico. Também as cooperativas de trabalho, 1.024 no total, são majoritariamente urbanas, com seus 217 mil associados, mas algumas funcionam no campo também. O número das que são apenas agropecuárias cresceu 35% nestes dez anos, e as exclusivamente urbanas, 42%. Mas o número de associados destas aumentou 53%, enquanto o das agropecuárias, só 13%.
É claro que a urbanização crescente do Brasil tem muito a ver com isso, mas não é o único fator responsável.
Uma cooperativa precisa de três condições básicas para se desenvolver de maneira positiva:
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em primeiro lugar, precisa ser necessária. Não adianta querer criar uma cooperativa de qualquer tipo se ela não for sentida, pelos futuros cooperados, como uma necessidade, capaz de responder às pressões econômicas a que estão submetidos. Cooperativismo é um movimento de base, tem que crescer de baixo para cima, não pode ser imposto.
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Em segundo lugar, precisa ser viável economicamente: cooperativa é uma empresa, com a diferença de que o lucro não é o fim em si; ela é o instrumento da doutrina cooperativista que objetiva “corrigir o social através do econômico”. Portanto, a cooperativa oferece ao seu cooperado -de qualquer ramo- serviços que lhe permitam evoluir economicamente e, por conseguinte, acessar novos níveis sociais. Mas, mesmo assim, é uma empresa -com seu viés social, é claro-, tem que ser eficiente e lucrativa. Por isso tudo, criar uma cooperativa sem nenhum capital é vê-la nascer morta.
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E, por fim, é preciso que haja espírito associativo, com liderança capaz de conduzir o processo.
Ora, a rápida urbanização do país trouxe para as cidades demandas estruturais, tendo em vista melhorar a renda dos cidadãos. Estes se organizaram então em cooperativas de trabalho, de consumo, de saúde, de educação, de habitação, de crédito etc., e o movimento ganhou uma dimensão tão espetacular quanto a que aconteceu em outros países do mundo pelas mesmas razões. Tudo isso foi potencializado pelo vigoroso processo de globalização da economia que produziu exclusão social e concentração da riqueza, dois inimigos mortais da democracia e da paz. Os excluídos se agruparam em cooperativas e com isso também mitigaram a concentração, transformando-se em bastiões aliados dos governos democráticos pela sustentação da paz. Aqui e no mundo todo. É bom lembrar que existem cooperativas em todos os países, e o número total de seus associados é próximo a 1 bilhão de pessoas. Se cada qual tiver três agregados, são 4 bilhões de terráqueos ligados direta ou indiretamente ao cooperativismo, constituindo o mais gigantesco contingente humano em defesa da democracia e da paz universal. Não é por outra razão que a ONU declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. E pela mesma razão esse extraordinário movimento bem que merece o Prêmio Nobel da Paz.
* Artigo escrito por Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, professor do Departamento de Economia Rural da Unesp – Jaboticabal e ex- ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Obs: Os dados do cooperativismo de crédito foram ajustados por este Portal para refletir os dados corretos visto haver uma divirgência nas informações.
Fonte: Publicado no jornal Folha de São Paulo, em 14 de janeiro de 2012.
2012: Ano Internacional das Cooperativas – Cooperativismo, novamente a saída?
Tomemos por base o cenário da Inglaterra em 1844; a Revolução Industrial em progresso segue desestruturando a organização social de então, lastreada nas atividades rurais e nas dos artesãos. O tear mecânico impactou dramaticamente a tecelagem artesanal, marginalizando os trabalhadores dessa categoria. Do mesmo modo a maquina a vapor, o trem e a eletricidade arrastaram para a disfunção milhões de profissionais. Os reflexos econômicos, sociais e políticos disso a história conta sob a forma de centenas de insurreições, revoluções e guerras, o que fez do século XX o mais violento da história da humanidade, sem contar a violência cotidiana que grassa em todos os recantos do planeta, produtos desta mesma revolução industrial.
Várias propostas ganharam forma prática no sentido de tentar recompor a organização social. A princípio projetaram-se como ingênuas, românticas, reformistas. Os socialistas utópicos, precursores do cooperativismo atual, constituíram-se nas iniciativas maiores dessa natureza de acomodação social pacífica. Os poderosos da época não entenderam o espírito conciliador dos reformistas e impingiram-lhes derrotas amargas. É bem verdade que a inexperiência também contribuiu decisivamente para o fracasso da maioria dessas iniciativas.
A oportunidade perdida logo transformou-se, para muitos em ressentimentos em revoltas traduzidas em motins, revoluções e finalmente em guerras, debaixo das mais diversas bandeiras: stalinismo, comunismo, nazismo, fascismo, integralismo, liberalismo etc. Entre revoluções e contra-revoluções chegamos até os dias de hoje com uma forma de organização fortemente dominante: o CAPITALISMO, seja ele privado ou estatal, de esquerda ou de direita, leigo ou de fundamentação religiosa. O importante é que a revolução industrial gerou um processo contínuo de acumulação de capital, sob a necessidade de construções de fábricas para a produção de mercadorias em larga escala.
De pouca relevância tornou-se saber quem, ao final, está por trás, no controle, desse capital; o fato é que a partir de então, a sociedade passou a se organizar dando excessivamente ênfase a um valor único: o econômico. O alvo permanente dos povos, em desenfreadas competições, passou a ser acumular, cada vez mais, capital. E nesse transcurso a SOLIDARIEDADE, o valor social mais nobre, foi o mais duramente atingido. E nesse ínterim, o Cooperativismo seguiu seu rumo, em trajetória marginal, recolhendo os fracos e abatidos, pinçando-lhes as feridas, mitigando os efeitos do processo de acumulação de capital, inerente à organização social industrial-capitalista.
A ciência e a tecnologia não são neutras, deixam m arcas profundas na história. Contribuem fundamentalmente para o progresso e o conforto da humanidade, sem dúvida: antes, porém, desalojam interesses, desarticulam organizações e métodos, trazendo, por via de consequência, turbulências e desconforto. A humanidade não aprendeu, ainda, a administrar o progresso, de modo que ele ocorra sem dores.
Ainda bem não se acomodaram os conflitos gerados pela revolução industrial, novo surto de revolução tecnológica se instala a partir de meados da década de 70, do século passado. A eletrônica digital – incluam-se aí os computadores e os equipamentos de automação – a biotecnologia, a engenharia genética, os novos materiais, os sistemas de transporte e de comunicações etc. armam, a partir de então, nova revolução em bases reestruturastes em intensidade muitas vezes mais potente do que fora a revolução industrial ao seu tempo. Com um agravante: a revolução industrial atingiu uma população basicamente rural, em ambiente favorável à subsistência, enquanto que a revolução digital IMPACTA uma enorme população, que tem pouquíssimas alternativas viáveis para a subsistência.
Novamente o associativismo, seja sob a forma cooperativa ou outra aqui lhe vier a suceder, surge como uma esperança. Como que num campo de batalha, onde o pelotão de saúde vai recolhendo os abatidos, tentando salvar-lhes as vidas, as cooperativas constituem-se novamente numa saída. Das lideranças cooperativistas esperam-se novas respostas ao desafio presente, um amparo para os deserdados, só que dessa vez: urbanos! Daí a grande responsabilidade de quantos se ocupam com o desenvolvimento das cooperativas (…) educacional, de saúde, de trabalho.
Mito ou não, as pessoas estão convencidas de que a salvação virá do conhecimento. A nova sociedade organiza-se em torno do conhecimento, já que a expressão econômica mostrou-se insuficiente para sua reestruturação. Parece defino: sem o conhecimento não haverá lugar nem oportunidades.
E o cooperativismo? Será o mesmo? Obviamente que não. A forma de organização cooperativa, tal como a praticamos em nosso dias, como é sabido, procede da percepção de necessidades que remontam a meados do século passado. Assim, é natural que as mudanças observadas reflitam sobre a forma de organização cooperativa, transformando-a, renovando-a, fazendo a progredir. Você está preparado para aceitar esta realidade? Ou está inflexível, tentando para o tempo?
Os simpatizantes e os atuantes no movimento cooperativista deverão estar atentos para impedir que conceitos e atitudes superados pela história impeçam o progresso do pensamento cooperativo, que em sua essência constitui na atitude solidária para a solução de problemas comuns a um grupo social.
(…) A atitude cooperante e solidária é o que importa. E já que falamos que estamos no limiar de uma nova sociedade, estruturada sob o domínio do conhecimento, como vocês imaginam uma experiência de compartilhamento dos conhecimentos adquiridos? Como organizar um empreendimento cuja “mercadoria” seja o conhecimento? As empresas de software poderiam ser organizadas sob forma cooperativa? Os cientistas poderiam, também, organizar seu trabalho em bases cooperativistas? E as empresas, poderiam realizar pesquisas e desenvolver produtos em conjunto, colaborando entre si?
Ninguém, nem o maior gênio de todos os tempos, consegue reter um milionésimo de todo o conhecimento de que dispõe hoje a humanidade. Mesmo de cada uma das especialidades é impossível saber-se tudo. O conhecimento pessoal é como o fragmento do mapa da mina: se juntarmos todas as partes teremos mais do que o mapa completo, chegaremos ao tesouro.
Meditem sobre essas coisas. A humanidade está precisando urgentemente de descobridores talentosos como vocês. Será que a sua equipe trará importantes contribuições para a humanidade, como os humildes e probos tecelões de Rochdale?
Geonival Oliveira, autor do Programa Cooperjovem. Oscar César Brandão, Economista e Mestre em Ciência da Informação.
Sicredi Alto Uruguai: referência em organização social
Fundada em abril de 1981, em Rodeio Bonito (RS), por um grupo de vinte pequenos agricultores, a Sicredi Alto Uruguai é hoje uma cooperativa de livre admissão que conta com 44 mil associados e 25 unidades de atendimento nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A entidade tornou-se referência em termos de organização do quadro social após elevar de 26 para 213 os seus núcleos cooperativos, por meio dos quais os associados participam efetivamente do planejamento e das decisões da instituição.
Esse nível de organização foi conquistado a partir de conhecimentos assimilados nos programas Crescer e Pertencer, promovidos pela Fundação Sicredi de Educação e Cultura, com sede em Porto Alegre. Marcos Schwingel, gerente de Educação Cooperativa da Fundação, explica que a proposta desses programas é exatamente qualificar a participação dos associados na gestão e no desenvolvimento das cooperativas. “Ambos se completam. Dizemos que o Pertencer é a prática e o Crescer é a teoria. Tudo o que o participante estuda no Crescer, depois ele coloca em prática no Pertencer. O objetivo é garantir a competitividade das cooperativas de crédito no mercado financeiro, mas sem perder as características cooperativistas”, afirma o gerente. Segundo Schwingel, entre as intenções dos programas está a de incentivar os associados a utilizarem mais os produtos e serviços de sua cooperativa. “Se ele é dono de uma cooperativa, deve entender que quanto mais fizer uso dos produtos e serviços da entidade, maiores serão os resultados obtidos”, raciocina.
O presidente da Sicredi Alto Uruguai, Eugênio Poltronieri, confirma que o investimento em formação profissional é, de fato, um dos segredos do sucesso da cooperativa. “Investimos em capacitação pela própria necessidade de cumprir a filosofia cooperativista. Na nossa área de atuação, poucas instituições mantêm esse foco. A cooperativa possui, em sua missão, o papel de agregar renda e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos associados e das comunidades em que está situada”, diz o cooperativista.
Marcos Schwingel acrescenta que, hoje, o sistema Sicredi está presente em onze estados brasileiros, e conta com quase dois milhões de associados. E que em todas as 120 cooperativas filiadas, a participação nos programas Crescer e Pertencer é uma exigência. “As nossas cooperativas colocaram nos seus estatutos, como condição de ingresso ou permanência no sistema, implantar esses dois programas”, comemora o gerente.
Fundação: 1981
Associados: 44 mil associados
Fonte: ano2012.coop.br
Brasil já conta com mais de 5,6 milhões de associados a cooperativas de crédito
Apesar de termos recém encerrado o ano de 2011 já é possível afirmar que o Brasil já conta com mais de 5,6 milhões de brasileiros associados a uma das 1.330 cooperativas de crédito do país.
Os dados anteriormente divulgados pela OCB, base dez/2010, davam conta de 5,1 milhões de associados no país e atualizando-se tais valores para dados aproximados de dez/2011 nos mostram um crescimento de cerca de 10%, isto sem termos em mãos os dados exatos de cada sistema de crédito cooperativo.
Do total de 5,6 milhões temos os Sistemas Sicredi e Sicoob com pouco mais de 2 mihões de associados cada e temos ainda os Sistemas Cecred, Confesol e Unicred que juntos aproximam-se de 800 mil associados, sistemas estes a que estão ligados 87% dos associados de cooperativas de crédito do país.
Ao realizar as assembléias de sua cooperativa de crédito não deixe de enfatizar esta informação para seus associados.
Poupança Sicoob terá divulgação durante amistoso no Pacaembu entre o Ajax e o Palmeiras
O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), maior sistema de cooperativas de crédito do País, terá um espaço de divulgação da Poupança Sicoob no jogo amistoso entre Ajax (Holanda) e Palmeiras, no próximo dia 14 de janeiro, às 17h, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O espaço foi oferecido ao Bancoob pela MongeralAegon, uma das patrocinadores do evento e também parceira do Sicoob em produtos oferecidos pela instituição.
Os espaços para divulgação serão placas de LED no campo de futebol do jogo que terá transmissão nacional. De acordo com a supervisora de Marketing e Comunicação de Produtos e Serviços do Sicoob, Ryvanne Alessandra Pires, a escolha do produto para divulgação foi feita com o objetivo de aumentar a captação da poupança, um produto estratégico para o Sicoob. “A partir do momento em que aumentamos o volume captado de poupança, temos a possibilidade de oferecer mais crédito para os associados atendendo às suas necessidades de crédito rural”.
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Sobre o Sicoob
O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui 2 milhões de associados em todo o país e está presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. O Sicoob é composto por 576 cooperativas singulares, 15 cooperativas centrais e a Confederação Nacional de Cooperativas de Crédito do Sicoob (Sicoob Confederação). Compõe ainda o Sistema o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), um banco comercial privado, sociedade anônima de capital fechado, cujo controle acionário pertence às entidades filiadas ao Sicoob, e que opera como provedor de produtos e serviços financeiros para as cooperativas. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com aproximadamente 2 mil pontos de atendimento. As cooperativas inseridas no Sistema oferecem um amplo portfólio de produtos e serviços para seus associados e possibilita acesso a recursos financeiros especiais para empréstimo, investimento e capital de giro, com taxas e juros mais acessíveis.
Data: 14 de janeiro de 2012 – Hora: 17h – Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo (SP).
Cooperativas do Sicoob buscam ampliar atuação no Rio Grande do Sul
O Sicoob Central SC realizou, no dia 13 de dezembro de 2011, reunião com as cooperativas do sistema interessadas em ampliar a sua área de atuação para municípios do Rio Grande do Sul. Esta foi a terceira reunião sobre o tema, que definiu critérios sobre os procedimentos a serem adotados pelas cooperativas. Doze das quarenta e duas cooperativas do sistema em Santa Catarina pretendem, gradativamente, oferecer os produtos e serviços do Sicoob em território gaúcho.
Seis cooperativas do Sicoob SC já atuam no Rio Grande do Sul, com cinco pontos de atendimento. No ano de 2010, o Sicoob Ecocredi, de Três Coroas, no Vale do Paranhana, tornou-se a primeira cooperativa do Sicoob no estado vizinho. Atualmente, 79 municípios riograndenses fazem parte da área de ação das cooperativas catarinenses Oestecredi, Transcredi, Creditapiranga, Credisulca e Credija, além da Ecocredi, que já nasceu em território gaúcho.
Segundo o presidente do Sicoob Central SC, Rui Schneider da Silva, “o Sicoob segue um modelo baseado na essência do cooperativismo de crédito, com atenção total às necessidades e urgências de cada associado, por isso se diferencia fortemente do tratamento dispensado por bancos e demais instituições financeiras aos clientes, que no cooperativismo de crédito são também os donos do negócio”.
Fonte: Sicoob Central SC
Cooperativa é um capital de democracia
As Nações Unidas proclamaram 2012 o ano internacional da cooperativa. É uma maneira de valorizar um modelo econômico alternativo que busca combinar produtividade e responsabilidade social.
Em tempos de crise, a cooperativa pode viver uma segunda juventude.
Nascida em meados do século 19 na Grã-Bretanha, em meio às tensões inevitáveis da revolução industrial, hoje as cooperativas têm um bilhão de membros em todo o mundo, para as quais trabalham mais 100 milhões de pessoas.
Nos últimos anos, o faturamento das cooperativas superou um trilhão de euros em diversos setores como indústria, comércio, agricultura, bancos e seguros. As atividades vão desde o cacau no hemisfério sul até o time do FC Barcelona. Há outros exemplos curiosos como o caçadores de serpentes na índia e os produtores de queijo parmesão na Itália.
Na Suíça existem 9.600 cooperativas. Só para citar um exemplo, metade da população é sócia da Coop e Migros, duas redes de supermercados que detêm 50% do comércio de detalhes. Tem ainda o Banco Raiffeisen, com 1,7 milhão de sócios, a seguradora Mobiliar e o grupo agrícola Fenaco, entre muitos outros.
2012 é o ano da cooperativa
O cooperativismo, portanto, é um fenômeno imponente, mas do que se trata exatamente? Com a palavra Emmanuel Kamdem, especialista em cooperativa na Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra: Quando as pessoas se unem para criar riqueza sob uma base democrática e que essa riqueza é distribuída de maneira equitativa, então estamos em presença de uma cooperativa.”
As cooperativas não são um simples fenômeno econômico, mas um modelo empreendedor específico fundado em valores como a democracia, a igualdade, a solidariedade e a mutualidade. “É um modelo que reúne lógica de mercado e inclusão social, tendo a solidariedade como centro de interesse. Claro, a criação de uma ferramenta econômica tem de ter a garantia de crescimento social e econômico da empresa, mas o fundamento não é a maximizar lucros.”
Se a dispersão de capital e a subdivisão do poder constituem o principal freio ao desenvolvimento desse empreendimento sustentável, o potencial ainda está longe de ser explorado, comenta Emmanuel Kamdem.
“O objetivo da ONU para 2012 é de promover a criação e o desenvolvimento desse modelo que, nos últimos anos, vem atraindo cada vez mais o interesse de economistas e empreendedores.”
A campanha destaca ainda o grande número de cooperativas e os princípios fundadores. “A cooperativa muito grande tende a esquecer o papel de formação e educação que também tem e os sócios não são sempre cientes de seus direitos e deveres. É uma lacuna que deve ser corrigida.”
Pequenos produtores crescem
Se as cooperativas economicamente mais rentáveis estão concentradas nos países industrializados como França, Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Itália, nos últimos 50 anos esse modelo se desenvolveu sobretudo nos países do hemisfério sul.
“A associação de pequenos produtores é um instrumento fundamental de democratização e permite às populações mais pobres de participar na criação do futuro”, explica Hans-Peter Egler, da divisão Cooperação e Desenvolvimento da Secretaria Federal de Economia (SECO). “Além disso, uma pessoa simples não está habituada discutir durante meses. Então a cooperativa desempenha um papel importante ao dar voz aos pequenos produtores, permitindo que eles se protejam contra a concorrência multinacional.”
Para Hans-Peter Egler, o exemplo mais emblemático é o do comércio equitativo em que 75% da produção vem da própria cooperativa, com faturamento de 316 milhões de francos na Suíça em 2010. “Produtos como café, cacau e algodão são cultivados exclusivamente em pequenas cooperativas agrícolas, onde os membros têm a possibilidade de uma longa formação, de administrar seus próprios interesses e transmitir o conhecimento a outros membros da comunidade. E, ironia da sorte, esses produtos são revendidos na Suíça pelas duas maiores cooperativas que são as redes de supermercados Coop e Migros. E o círculo se fecha.”
Um capitalismo social
Segundo a Aliança Cooperativa Internacional (ICA), associação que reúne 258 organizações de 96 países, as 300 maiores cooperativas do mundo dão 20% a mais de empregos do que as multinacionais.
“As cooperativas superaram melhor a crise financeira de 2008-2009 do que os bancos”, sublinha ainda o especialista da OIT Emmanuel Kamdem. “Isso é possível porque os membros são ao mesmo tempo fregueses e proprietários e exercem, assim, um controle maior. Sem contar que têm ainda direito de voto, independente da cota de capital detida, e a margem de manobra é, assim, diferente.”
Quanto à nova crise dos países da zona do euro, Emmanuel Kamdem fala de “inevitável” retorno a um modelo corporativista, mais democrático, centrado na economia real e capaz de se adaptar às necessidades dos países industrializados como aos países em desenvolvimento.
Fonte: Correio do Brasil
Cooperativas de crédito ganham publicação
Para divulgar práticas de sucesso de cooperativas de crédito, o Sebrae lançou no final de 2011 a publicação Disseminando Boas Práticas Entre as Cooperativas de Crédito de Micro e Pequenas Empresas. O documento, que conta histórias de instituições de crédito que tiveram êxito em suas regiões, é distribuído a cooperativas brasileiras e a unidades do Sebrae nos estados.
A publicação tem como meta estimular a busca de inovação nos processos internos e nos produtos e serviços oferecidos pelas instituições de crédito às micro e pequenas empresas, além de aprimorar a própria atuação de 138 cooperativas que participam do projeto Fomento às Boas Práticas em Cooperativas de Crédito.
Para o Sebrae, esse tipo de cooperativismo é uma importante alternativa de acesso a crédito pelos pequenos negócios. “As cooperativas são entidades transformadoras da realidade das micro e pequenas empresas. Sempre que se fala em empreendedorismo, tem que se pensar em crédito e acesso aos serviços financeiros”, afirma o diretor de Administração e Finanças do Sebrae, José Claudio dos Santos.
“Temos de aperfeiçoar a gestão para não frustrar as expectativas que as pessoas apresentam em relação às cooperativas. A maior necessidade que enfrentamos hoje é acesso ao crédito”, afirma o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.
“As cooperativas devem ter sustentabilidade, responsabilidade e governança. Precisamos que elas ocupem de fato um papel importante no sistema financeiro”, completa o secretário-executivo do Banco Central, Luiz Edson Feltrim. Existem no país 1,4 mil cooperativas de crédito, que possuem, juntas, mais de 5 milhões de associados.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Primeiro vestibular da Escoop tem como tema o Ano Internacional das Cooperativas
Faculdade ofereceu 60 vagas para tecnólogos em Gestão de Cooperativas
A Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop) realizou, no último domingo (8/1), seu primeiro vestibular e ofereceu 60 vagas para tecnólogos em Gestão de Cooperativas. A prova teve como tema de redação o Ano Internacional das Cooperativas, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2012. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, avalia que a proposta da escola é inovadora e muito bem-vinda para o setor, pois formará especialistas na área de administração em cooperativismo. “A Escoop é um avanço na construção de uma gestão mais profissionalizada, a partir do investimento no processo de governança das organizações cooperativas”, avalia.
Idealizado pelo Sescoop do Rio Grande do Sul, o curso superior terá duração média de dois anos e meio a três. É autorizado pelo Ministério da Educação (Portaria 290, de 22/07/2011, publicada no Diário Oficial da União de 25/07/2011) e tem carga horária total de 1.620 horas ou 108 créditos acadêmicos. As disciplinas serão ofertadas de segunda a sexta-feira, no período da noite, podendo haver opções de horários alternativos, com aulas nos turnos matutino e vespertino, nas sextas-feiras e aos sábados. Os alunos deverão se matricular em pelo menos quatro disciplinas por semestre, o equivalente a 16 créditos.
A lista dos aprovados será divulgada no dia 13 de janeiro, sexta-feira, a partir das 10h, no site do Sescoop/RS, twitter (@OcergsSescoopRS) e facebook (www.facebook.com/Ocergs.SescoopRS).
Saiba mais – A sede da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo está localizada no bairro São Geraldo, na cidade de Porto Alegre. São quase 3 mil metros quadrados de construção.
Fonte: OCB
Ano Internacional das Cooperativas: Hotsite apresenta cooperativas para o mundo
Espaço virtual divulga história de 366 cooperativas
Sensibilizar o maior número de internautas sobre a importância do cooperativismo para o desenvolvimento econômico é um dos objetivos do hotsite criado para divulgar as ações do Ano Internacional das Cooperativas – 2012 (http://www.ano2012.coop.br/).
A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que colocou o setor na pauta mundial, nos próximos 12 meses. O espaço virtual divulga a história do cooperativismo, a importância do Ano de 2012 para o segmento e, entre outros assuntos, 366 histórias de instituições que têm como alicerces a união, integração e valorização do capital humano.
Dentro deste contexto é importante a participação das organizações estaduais do Sistema OCB, inclusive para a seleção dessas histórias marcantes. Os textos devem ser enviados à unidade nacional, com dados sobre o surgimento, principais números, diferenciais competitivos e conquistas das cooperativas, pelo e-mail comunicação@ocb.coop.br.
Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, o principal objetivo em 2012 é divulgar à população a importância das cooperativas. “Queremos mostrar que o alimento que chega às mesas e os serviços financeiros ou de transporte podem vir de uma cooperativa. Da mesma forma, o atendimento prestado por um profissional de saúde, entre tantos outros setores nos quais atuamos. Queremos sensibilizar a sociedade a fazer parte desse movimento”, diz.
Acesse o site www.ano2012.coop.br e acompanhe as notícias de quem trabalha para uma sociedade mais igualitária e justa. Hoje a C.Vale, de Palotina (PR), é destaque no site. Com forte participação nos segmentos de soja, milho, trigo, mandioca, leite, suínos e aves, a cooperativa movimentou R$ 2,4 bilhões em 2010. Clique e saiba mais
Fonte: OCB
Sicoob ES lança consórcio para compra de imóveis e veículos
Quem sonha com a casa própria ou quer começar o ano com um carro novo na garagem conta agora com o Consórcio Sicoob. O cliente tem a possibilidade de parcelar em até 75 meses a compra do veículo e até 180 meses a aquisição do imóvel, sem a cobrança de juros.
O interessado pode escolher a marca e o modelo do carro de sua preferência; e o imóvel pode ser novo ou usado, residencial ou comercial.
Segundo o diretor-executivo do Sicoob ES, Francisco Reposse Junior, um dos diferenciais é que o consórcio tem as melhores taxas de administrção do mercado.
“Além disso, tem a credibilidade do Sicoob, que garante ao cliente a segurança de fazer um plano a longo prazo”, ressalta. O diretor acrescenta outras vantagens do consórcio: “A contratação é ágil, o associado pode comprar o bem que deseja de forma planejada e sem pagar juros, apenas a taxa de administração, que será diluída nas parcelas”.
No caso do consórcio imobiliário, o cliente pode usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitar ou amortizar o saldo devedor e pagar as parcelas.
Também é possível utilizar o Fundo para dar lances e tentar receber o bem antes do encerramento do grupo. O cliente pode ser contemplado com o crédito por meio de sorteio ou ainda por lances, informando o número de parcelas que pretende quitar. Quando contemplado, ele retira a carta de crédito e compra o veículo ou imóvel onde quiser.
Fonte: Sicoob ES
Crédit Agricole injeta 2 bi de euros no banco grego Emporiki
Todos os bancos gregos estão realizando operações de recapitalização, devido às enormes perdas e inclusive a possibilidade de quebra ou nacionalização de suas instituições.
ATENAS, 4 Jan 2012 (AFP) – O banco francês Crédit Agricole injetou 2 bilhões de euros em sua filial grega Emporiki Bank para cobrir um aumento de capital destinado a reforçar as estruturas da entidade grega, anunciou o banco nesta quarta-feira através de um comunicado.
Segundo a empresa, a medida pretende reforçar as estruturas do banco grego. “Este aumento de capital assinala a confiança e o apoio do Crédit Agricole ao novo entorno macroeconômico grego”, diz o comunicado.
Todos os bancos gregos estão realizando operações de recapitalização, devido às enormes perdas e inclusive a possibilidade de quebra ou nacionalização de suas instituições.
Fonte: Uol.com.br
Sistema SICOOB passa a arrecadar o Simples Nacional
A partir de janeiro de 2012, o Sistema de Cooperativas de Crédito SICOOB passa a arrecadar Tributo Federais através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Os empreendedores que possuem negócios vinculados a esse regime já podem quitar as obrigações de suas empresas no SICOOB.
O recebimento do Simples é mais um serviço disponibilizado pela cooperativa para beneficiar seus cooperados, que agora poderão centralizar a movimentação financeira na própria cooperativa.
Além do Simples, o SICOOB está habilitado para receber o DARF (Documento de Arrecadação Federal), boletos, contas de luz, água, telefone, entre outros recebimentos.
Os principais tributos federais recebidos por meio do DAS são:
- o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ);
- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS);
- Contribuição para o PIS/PASEP;
- contribuição Patronal Previdenciária (CPP);
- Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS);
- Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS);
- e a Contribuição para a Seguridade Social (GPS).
No momento, as arrecadações no Sicoob foram liberadas apenas no caixa da cooperativa, tanto para associados quanto não associados. Em breve, os canais de autoatendimento do Sistema também serão habilitados para arrecadação.
Fonte: Sicoob
Servidores públicos já podem transferir conta-salário para cooperativas
O servidor público que recebe pagamento em conta-salário poderá, a partir de hoje (2/1), pedir a transferência automática do dinheiro para a instituição financeira de sua escolha. Esses trabalhadores foram os últimos a ter acesso ao benefício, uma vez que os da iniciativa privada têm esse direito desde 2009.
Com o prazo maior para a entrada em vigor do benefício ao funcionalismo público, os estados e municípios puderam oferecer por mais tempo o atrativo dos pagamentos aos servidores na hora de leiloar as folhas às instituições financeiras.
De acordo com as regras estabelecidas pelo governo, para transferir o salário para outra conta diferente da aberta pelo empregador, é preciso que a indicação seja feita por escrito à instituição financeira.
O banco é obrigado a aceitar a ordem no prazo de até cinco dias úteis e os recursos devem ser transferidos para a instituição escolhida pelo empregado no mesmo dia do crédito do salário, até as 12h.
Fonte: Com informações do portal Agência Brasil
Inclusão Financeira, por Roberto Rodrigues

- Roberto Rodrigues foi Presidente da OCB e da ACI (Aliança Cooperativa Internacional)
A democracia só é completa quando as oportunidades são iguais para todos, e isso as cooperativas fazem bem
Sempre que há alguma crise mundial no setor financeiro, as cooperativas de crédito sofrem menos que os bancos comerciais, por causa da maior exposição de ativos que estes têm. Cooperativismo é uma doutrina socioeconômica cujo conceito tradicional é o da busca da melhoria das condições sociais dos associados por meio de seu progresso econômico.
Isso faz do cooperado a qualquer tipo de cooperativa um cidadão com três funções: ele é ao mesmo tempo dono, investidor e usuário da instituição que é dele, pertence a ele e aos seus companheiros de atividade profissional.
A cooperativa de crédito tem uma característica adicional: ela opera principalmente nas regiões ou setores em que os bancos convencionais não têm muito interesse, seja porque não existem grandes valores de recursos disponíveis, seja porque os recursos estão dispersos em um número elevado de pessoas mais pobres, cujo mutualismo paga pouco.
E essa é outra razão pela qual as cooperativas de crédito e seus bancos de cúpula (os bancos cooperativos) sofrem menos que os demais bancos: porque os ativos são pulverizados entre milhões de pequenos mutuários que têm aversão ao risco -e são os proprietários da instituição financeira.
Na atual crise, a situação não mudou. No mundo todo, os sistemas cooperativos de crédito têm reagido melhor que os bancos, suportando os problemas dela derivados com certa tranquilidade. No Brasil, esse movimento ainda é pequeno, apesar de representar uma forma mais acessível ao crédito de menor custo. As cooperativas de crédito têm apenas 2% de participação no Sistema Financeiro Nacional.
Segundo o Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito), em 2010 já existiam no mundo mais de 53 mil cooperativas de crédito operando em cem países, com 190 milhões de cooperados. E, no seu conjunto, representavam 7,5% do mercado financeiro, quase quatro vezes a participação das nossas. E isso sem contar os bancos cooperativos, cujo “market share” na Europa (segundo a Associação Europeia dos Bancos Cooperativos) chegava a 20% já em 2008, na grande crise daquele ano.
Ainda de acordo com o Woccu, em 2010, em cerca de quatro países as cooperativas de crédito já tinham ativos superando US$ 1 trilhão: França (US$ 4,2 trilhões), Alemanha (US$ 1,46 trilhão), Japão (US$ 1,05 trilhão) e Itália (US$ 1,03 trilhão), seguidos de perto por mais três países com ativos acima de US$ 900 bilhões (Estados Unidos, China e Holanda). O Brasil, mesmo com movimento ainda jovem, já é o 13º país com maior volume de ativos no setor: US$ 54 bilhões em 2010.
Mas aqui também o movimento vem crescendo de forma notável. Até outubro deste ano, os empréstimos realizados pelas cooperativas às pessoas físicas chegaram a US$ 30 bilhões (segundo o BC), com crescimento de 24% ante o ano passado, quando a crise não era pronunciada como agora.
A Organização das Cooperativas Brasileiras calcula que esse setor crescerá mais de 30% em 2011. Temos 1.370 cooperativas de crédito operando em 45% dos municípios brasileiros em 4.529 pontos de atendimento, com 5,1 milhões de associados e 56 mil funcionários. São quatro os setores centrais de crédito cooperativo no Brasil: o Sicoob, o Sicredi, o Unicred e o sistema Ancosol, da economia solidária. O primeiro cresceu 35% em 2010, enquanto os bancos cresceram 17%.
Trata-se de uma notícia alvissareira. O cooperativismo de crédito representa “inclusão financeira”.
Boa parte das cooperativas está em municípios com baixa densidade demográfica, com média de 20 habitantes por km², e que não têm acesso a nenhuma outra instituição financeira.
Que cresça esse movimento: afinal, democracia não é apenas política; ela somente é completa quando as oportunidades são iguais para todos, e isso as cooperativas fazem muito bem.
Aliás, já dizia Mário Kruel Guimarães, ideólogo das cooperativas de crédito rural no Brasil: “Com esse instrumento, podemos caminhar com nossas próprias pernas”. E tomara que os quatro sistemas se juntem num só para terem mais poder.
Fonte: Folha de São Paulo de 17/12/2011
CoopArt: Competição global para jovens apaixonados por cooperativas
Você tem entre 16 e 35 anos e é apaixonado pelo cooperativismo? Tem algum talento artístico e gosta de se expressar através dele?
A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) lançou a Coop’Art, uma competição artística global com o objetivo de incentivar os jovens a expressarem com criatividade suas opiniões e experiências sobre o cooperativismo.
Pessoas com idade entre 16 e 35 anos, de qualquer país do mundo, podem se inscrever no concurso. Para participar, é preciso escolher uma das três categorias – música, fotografia ou vídeo – e utilizar a criatividade para transmitir os valores e princípios do cooperativismo da forma mais atrativa para os jovens. Serão 3 vencedores de cada categoria, que recebem os seguintes prêmios:
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1º lugar: US$ 3.000 e passagem aérea para participar do World Co-operative Forum em Manchester, Inglaterra, que acontece de 30 de outubro a 2 de novembro de 2012
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2º lugar: US$ 1.500
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3º lugar: Um tablet
Os jovens e o cooperativismo
De acordo com José Antonio Chávez Villanueva, representante da juventude do Conselho da ACI, os jovens de todo o mundo praticam diariamente os valores do movimento cooperativo. Se as cooperativas forem capazes de se comunicar com eles, será possível motivá-los, lançando as bases para a fundação de uma sociedade mais engajada e colaborativa.
O concurso Coop’Art é uma excelente ferramenta para iniciar esse processo de reconhecimento da filosofia cooperativista. O objetivo é mostrar aos jovens que ela é um exemplar modelo de empreendedorismo, além de uma ótima oportunidade de emprego em organizações que se preocupam com a gestão democrática, responsável e ética.
Confira detalhes do regulamento da competição aqui e inscreva-se preenchendo este formulário até maio de 2012.
Fonte: Sicredi – gentequecooperacresce.com.br
A Sicredi Pioneira RS, primeira Cooperativa de Crédito da América Latina completará 110 anos de atividades em 2012

A Sicredi Pioneira RS completará 110 anos no dia 28/12/2012
A Revolução Industrial que transformou a Europa no século XVIII, fez com que inúmeros imigrantes, inicialmente alemães e italianos, vissem no Brasil uma nova esperança de vida. A difícil situação vivida pelas famílias europeias, tanto nas grandes cidades como no meio rural, provocou o surgimento de cooperativas não só naquele continente como também na América do Sul. O mesmo cenário de fome e miséria vivido na Inglaterra pelos tecelões de Rochdale era também a preocupação de Hermann Schulze e de Friedrich Raiffeisen, na Alemanha. No período compreendido entre 1824 e 1899 78 mil alemães desembarcaram no Brasil, vindo a maior parte deles a se instalar no Rio Grande do Sul, região do país em que tudo estava por fazer, mas ao menos haviam terras para todos.
Neste cenário, em 1885, chega ao Brasil, aos 34 anos de idade, o Padre Jesuíta Theodor Amstad, suíço de nascença, mas ordenado padre na Inglaterra. Amstad recebeu como primeiro trabalho missionário doutrinar as famílias de imigrantes que estavam chegando ao Rio Grande do Sul. Como era jovem, Amstad era destinado, pelos padres mais idosos, para o atendimento às capelas do interior e, especialmente, à assistência a pessoas doentes, que precisavam ser visitadas em casa. Após diversos anos (1885 a 1905) percorrendo de mula o então município de São Sebastião do Caí, que na época tinha uma vasta extensão territorial, o Padre percebera que muitas eram as carências dos imigrantes que aqui chegaram, sendo a necessidade de segurança, de educação, de saúde e a adequada alimentação algumas delas. Foi então, que no ano de 1899 o Padre Amstad lança sua plataforma cooperativista e associativista, fundando o Bauerverein (Associação de Agricultores), uma entidade interconfessional formada por católicos e evangélicos e que começou a discutir os rumos para o futuro e que em 1912 foi substituída pelo Volksverein (Sociedade União Popular), formada apenas pela Igreja Evangélica.

O Volksverein completará seu centenário em 2012
Foi neste período de nossa história que a igreja assumiu para si um papel de fundamental importância, organizando os agricultores em torno dos objetivos que eram necessários ser alcançados, sendo constituídas escolas, asilos, hospitais sindicatos e cooperativas, agropecuárias e de crédito. As cooperativas de crédito forneceriam o suporte financeiro para o desenvolvimento que estava sendo buscado, principalmente fornecendo o financiamento para que os agricultores pudessem comprar novas terras em novas regiões que estavam sendo colonizadas.
Foi assim, que no ano de 1902, em Linha Imperial, distrito do município de Nova Petrópolis/RS, surge a primeira cooperativa de crédito da América Latina, a Caixa de Economia e Empréstimos Amstad, atual Sicredi Pioneira RS, uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil. Logo nos anos seguintes outras cooperativas de crédito são fundadas, a exemplo de Bom Princípio (1903), Lajeado (1906) e São José do Herval (1907), sendo atribuídas ao movimento iniciado pelo Padre Theodor Amstad e ao Volksverein a fundação de 36 cooperativas de crédito, sendo uma delas em Santa Catarina. Atualmente permanecem em funcionamento 7 das 36 cooperativas constituídas neste período.
As cooperativas criadas nesta época seguiam o modelo de Raiffeisen, que se adaptava ao perfil econômico e social das comunidades dos imigrantes alemães, caracterizadas pela presença nas pequenas comunidades, capital limitado e produção voltada para o mercado interno. Este movimento atingiu um bom nível de desenvolvimento, chegando inclusive a constituir em 1925 uma Central das Caixas Rurais, a primeira do tipo no Brasil, que posteriormente foi extinta por força governamental.
Segundo o Presidente da Sicredi Pioneira RS, Márcio Port, “o ano de 2012 será repleto de comemorações, principalmente junto aos associados das cooperativas da região em que atuamos. Além do aniversário da Sicredi Pioneira RS comemoraremos os 100 anos da fundação do Volksverein, entidade que também teve o Padre Amstad como fundador e que foi fundamental para a expansão do cooperativismo de crédito no Rio Grande do Sul. Também a Cooperativa Agropecuária Piá completará 45 anos de atividades. Em agosto/12 será realizado em Nova Petrópolis o Concred (Congresso Brasileiro das Cooperativas de Crédito): tudo isto em um ano especial, o ano em que a ONU declarou como Ano Internacional das Cooperativas“.
Saiba mais sobre o Padre Amstad e sobre a fundação da cooperativa no http://cooperativismodecredito.com.br/sicredi_pioneira/
Fonte: Casa Cooperativa de Nova Petrópolis
Inicia oficialmente o Ano Internacional das Cooperativas
Após muita espera e expectativa estamos em 2012, o Ano Interacional das Cooperativas.
Desejamos à todos um ótimo 2012 e que possamos efetivamente aproveitar este presente que a ONU nos deu ao reconhecer o movimento cooperativo como um modelo mais justo e adequado para o mundo em que vivemos.
Um grande abraço.

Hotsite divulga Ano Internacional das Cooperativas
Serão 366 histórias de organizações que têm como alicerces a união, integração e valorização do capital humano
A partir do dia 1º de janeiro você poderá conferir diariamente a diversidade do cooperativismo brasileiro no hotsite do Ano Internacional das Cooperativas – 2012 (www.ano2012.coop.br). O espaço abrigará, nos próximos 12 meses, exemplos de cooperativas que estão construindo um mundo melhor. Serão 366 histórias de organizações que têm como alicerces a união, integração e valorização do capital humano.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o ano será uma oportunidade de sensibilizar a sociedade do importante papel que desempenha o setor nos cenários econômico e social. “A proposta é unir esforços para disseminar os benefícios da prática cooperativista a um número ainda maior de pessoas e, chamar atenção do Poder Público sobre a necessidade da criação de políticas e normas em prol do nosso segmento”.
Nesse processo, a participação das organizações estaduais do Sistema OCB é fundamental, inclusive para a seleção dessas histórias marcantes. Os textos devem ser enviados à unidade nacional, com dados sobre o surgimento, principais números, diferenciais competitivos e conquistas das cooperativas, pelo e-mail comunicação@ocb.coop.br.
O Ano 2012 é uma conquista da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), fruto de um trabalho intenso de articulação com a Organização das Nações Unidas (ONU). Além do próprio movimento, os governos federais também estão desenvolvendo ações para valorizar o trabalho de inclusão social e econômica do segmento.
Fonte: OCB
O Cooperativismo de Crédito se despede de Mário Kruel Guimarães
24/12/2011 – O cooperativismo de crédito brasileiro lamenta o falecimento de Mário Kruel Guimarães, precursor do cooperativismo de crédito contemporâneo, que conduziu a reestruturação do sistema cooperativo de crédito, com a criação, no inicio dos anos 80, da Central das Cooperativas de Credito do RS – Cocecrer/RS, atual Sistema Sicredi.
Mário, natural de Santa Catarina, tinha 88 anos e estava no meio cooperativista, segundo ele mesmo definia, desde a infância. Desde 1944, quando fundou e presidiu a Cooperativa de Consumo Bancário, a trajetória de Mario deixa límpida sua paixão pelo cooperativismo. Dentre outros cargos, foi vice-presidente da Fecotrigo e presidente da Cocecrer RS. Foi também autor de obras, como o ensaio “Passado, presente e futuro do cooperativismo de crédito brasileiro”.
“… Se querem me homenagear, pensem em mim com carinho e façam o que sempre preguei aqui na terra: sejam bons, e honestos; sejam fraternos e se entreajudem nos momentos de dificuldades; nunca façam nada que possa prejudicar um semelhante; não sejam gananciosos, vivam com alegria…” (Mario Kruel Guimarães)
Fonte: http://fgk.com.br/?p=353
Mario Kruel Guimarães
Um dos nomes que ajudou a erigir o cooperativismo de crédito no país, Mario Kruel Guimarães morreu na sexta-feira, aos 87 anos, em Ituporanga (SC), de falência múltipla de órgãos.
Nascido em Santo Ângelo, em 18 de abril de 1924, Guimarães teve como uma das características a mudança constante de endereço. Passou por cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, e, na maioria, fixou-se apenas por dois ou três anos.
Autodidata, estudou por conta própria para obter a aprovação na prova do Banco do Brasil e começou a atuar em Erechim. Foi gerente de agência em Getúlio Vargas, exerceu a função de chefe da carteira agrícola do Banco do Brasil e se aposentou em Porto Alegre, como inspetor, em 1968. Também dirigiu um frigorífico em Sarandi e em Duque de Caxias (RJ) e trabalhou no Ministério da Agricultura, em Brasília.
No período do banco, envolveu-se com o cooperativismo de crédito. No início da década de 60, atuou em Itabuna, na Bahia, onde organizou uma cooperativa de cacau. No Estado, foi vice-presidente da Federação das Cooperativas de Trigo e Soja do Rio Grande do Sul (Fecotrigo) e presidente da Cooperativa Central de Crédito do Rio Grande do Sul (Cocecrer).
Dessa forma, ajudou a fundar as bases e o modelo adotado pelo Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), que hoje atua em 10 Estados.
Em meados da década de 80, Guimarães teve um infarto e se afastou do trabalho. Mudou-se para Palmas (PR) e se dedicou a uma granja em Água Doce (SC), onde plantava maçãs. Lá, permaneceu até 2003, quando foi morar em Ituporanga (SC).
Segundo um dos filhos, Nelson, ele gostava de arte, de música e, nos últimos anos, de cozinhar para a família. Teve dois casamentos e deixa oito filhos, 14 netos e dois bisnetos.
Fonte: Zero Hora
Sicoob e Stefanini recebem Prêmio Relatório Bancário 2011

Ailtom Barberino, Vice-Presidente da Global Accounts VP, Ricardo Antônio Batista, diretor de Tecnologia da Informação do Sicoob Confederação, Edson Rodrigues Lisboa Júnior, Gerente Sistemas Corporativos, Antônio Cândido Vilaça Junior, superintendente de Sistemas de Informação do Sicoob Confederação, e Dênio Albaro de Lima Rodrigues, superintendente de tecnologia da Informação do Sicoob Confederação.
O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) e a Stefanini receberam em São Paulo, o Prêmio Relatório Bancário 2011 na categoria “Destaque” melhor em digitalização de documentos: Solução para verificação automática da qualidade da imagem de cheques.
Mais de 250 cases de soluções adotadas pelo sistema financeiro em 2011 foram inscritos e analisados por um comitê de jurados com notório conhecimento do segmento.
O evento, realizado desde 2005, é reconhecido como a principal premiação do setor financeiro e de toda a cadeia de fornecedores que contribui para o seu desenvolvimento. Nos últimos anos, o Prêmio se firmou como referência de qualidade e eficiência para os bancos, sendo citado nos balanços anuais e comunicados aos investidores das instituições homenageadas. Atualmente, a festa em homenagem aos premiados é um dos acontecimentos mais prestigiados do calendário dos bancos e de seu eco-sistema de negócios.
Ao todo foram entregues 40 prêmios em quatro categorias diferentes: Banco do Ano; Personalidades Financeiras; Excelência, voltado para as instituições financeiras; e Destaques, para empresas de tecnologia. Os vencedores terão seus cases apresentados em uma publicação especial do Relatório Bancário, que será lançada este mês.
Fonte: Sicoob
Sistema Cresol realiza encontro para planejar ações futuras: Visão e Estratégia
Na última semana, a Cresol Central encerrou o ciclo de seminários que abordam reflexões, decisões e planejamentos, a cerca do futuro do Sistema. Estas atividades visam qualificar o trabalho e melhorar o atendimento aos associados. O primeiro seminário desta etapa aconteceu em outubro e abordou temas como compensação própria, auditoria, Projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), cogestão e cargos públicos. O segundo, realizado em novembro, abordou, entre outros temas, Codigo de Ética, Formato para o Sistema, avaliação do Projeto ATER e os resultados da pesquisa desenvolvida com dirigentes, funcionários e associados da Cresol Central, no período de 27 de abril a 10 de junho deste ano.
O terceiro e último seminário deste ciclo foi realizado nesta semana, de 14 a 16 de dezembro. Na ocasião foram retomados os debates sobre os resultados da pesquisa e pontuadas estratégias para o futuro do Sistema. Através dos paineis ministrados pelos representantes do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias (DESUC) do Banco Central do Brasil (BACEN), João Batista Loredo de Souza e Gilmar José Bocalon, e pelos representantes do Développement Solidaire International (DSI), Jean Bergevin e Maria Angelica Imperador de Paula, o grupo de participantes pode debater sobre o marco legal do cooperativismo e refletir sobre o futuro que se quer alcançar na Cresol.
Segundo o Diretor Presidente da Cresol Central, Egon Gabriel Junior, o seminário teve como objetivo, além de mostrar as ações e trabalhos desenvolvidos ao longo do ano, prospectar estratégias. “Visamos qualificar ações para melhorar o atendimento aos associados, tendo em vista a credibilidade e confiança que eles depositam no Sistema Cresol. Todo este processo está sendo construído em conjunto com dirigentes, funcionários, entidades e instituições parceiras”, destaca.
Conforme Bocalon, este é um importante encontro para manter a proximidade entre o Bacen e Cresol, sanar dúvidas e transmitir conhecimentos mútuos. Já para Bergevin, este seminário é fundamental para o Sistema porque foram debatidas questões importantes como decisões futuras e entendimento da razão de ser da Cresol. “Acredito que este foi um momento de discutir e também adequar o discurso à realidade, através de debates democráticos, onde os participantes tiveram a liberdade de falar e o respeito de ouvir outras opiniões”.
As atividades reuniram, cerca de, 120 participantes entre dirigentes e funcionários da Cresol Central, Bases Regionais de Serviços e Cooperativas Singulares afiliadas ao Sistema. De acordo com o Diretor da Cresol Santo Cristo, Vitoldo Scharneck, debates como estes são essenciais para aprofundar e planejar as ações da Cresol. “A mudança e os investimentos se fazem necessários para a evolução do Sistema”.
Fonte: Cresol Central
Sorteio final da Promoção Força Premiada Sicredi será realizado no dia 20 de dezembro
Cinco associados serão contemplados com picapes Hilux
A Promoção Força Premiada Sicredi chega ao fim na próxima terça-feira (20) com o último sorteio, quando serão sorteadas cinco picapes Hilux entre os associados participantes da campanha. Ao longo do ano, foram distribuídos mais de 800 prêmios em sorteios, realizados sempre em datas comemorativas: Mães, Namorados, Pais e Crianças.
Os cupons para participação nos sorteios foram obtidos a partir da realização de operações nas cooperativas, com o uso de produtos e serviços como crédito geral, cartões, poupança, seguros, consórcios, entre outros. As movimentações também garantiram ao associado tentar a sorte com vale-brindes, onde puderam ganhar prêmios como camisetas, pen-drives, iPods, entre outros, totalizando mais de 100 mil itens.
Realizada entre os meses de abril e dezembro, a maior campanha promocional já realizada pelo Sicredi sorteou prêmios como TVs LCD 40″, notebooks, motos e videogames Xbox 360. No total, serão distribuídos R$ 2,5 milhões em prêmios aos associados das cooperativas filiadas, em 473 sorteios.
A Promoção Força Premiada Sicredi é uma campanha aprovada sob os Certificados de Autorização SEAE/MF 06/0038/2011 e SEAE/MF 05/0037/2011.
Fonte: Sicredi
O ano de 2012 será marcado por diversas ações em prol do cooperativismo
Dirigentes cooperativistas e parlamentares marcaram presença na cerimônia de lançamento realizada em Brasília
O lançamento oficial no Brasil de 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, realizado nesta quarta-feira (14/12), na capital federal, contou com a presença de diversas autoridades. Entre elas, o coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues que, nas palavras do presidente do Sistema OCB/Sescoop, Márcio Lopes de Freitas, representou os mais de 9 milhões de cooperados do país. Rodrigues, que foi o mentor da ideia do ano internacional, quando membro da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), entusiasmou a todos os presentes anunciando seu próximo desejo: “pleitear o Prêmio Nobel da Paz para o cooperativismo”.
Segundo o cooperativista, a sugestão é absolutamente plausível. “Precisamos de uma articulação mundial que promova a democracia e a paz, e o cooperativismo possui claramente as competências necessárias para defender esta bandeira”, afirmou. Em seguida, sugeriu que o Brasil lidere essa movimentação, levando a solicitação à ACI.
Logo depois foi a vez do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, se pronunciar. Relator do projeto do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados, Rebelo iniciou seu discurso comemorando as conquistas alcançadas ao longo de 2011 e afirmando que o Brasil tem plenas condições de vencer os desafios que se desenham para o próximo ano. E destacou: “não se constrói um país forte economicamente sem a participação de um grande movimento cooperativista. O cooperativismo organiza a economia, alinhando o interesse dos menores com a força dos maiores”. Segundo o deputado, o Brasil precisa investir na desburocratização para o cooperativismo.
Américo Utumi, membro do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), afirmou que a declaração pela Organização das Nações Unidas (ONU) de 2012 como Ano Internacional das Cooperativas é uma vitória para o movimento. E Luiz Eduardo Feltrim, que representou o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou que a comemoração vai ao encontro da proposta anunciada recentemente pela instituição de firmar uma parceria internacional para promover inclusão financeira. “Cooperativas de crédito têm sido um diferencial em meio a crise e estão fazendo a diferença nas comunidades onde atuam. Estamos de braços dados com o cooperativismo para que tenhamos um sistema financeiro sólido”, finalizou.
Fonte: OCB
OCB lança Ano Internacional das Cooperativas
Evento ocorreu nesta quarta-feira (14/12), na sede da instituição, em Brasília (DF)
“O Ano 2012 é um reconhecimento de que as cooperativas realmente constroem um mundo melhor. Isso fica ainda mais claro em momentos de turbulências, como na crise vivenciada em 2008 e 2009. Naquele período, os países cooperativistas se destacaram por conseguir driblar as dificuldades e manter seus índices de crescimento. Esse é um dos diferenciais do setor, criar novas oportunidades e ser empreendedor”. Com essas palavras, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, ressaltou a importância do movimento cooperativista para o desenvolvimento socioeconômico mundial durante a solenidade de lançamento do Ano Internacional das Cooperativas no Brasil.
Freitas também destacou que a iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), de declarar 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, abrirá novas portas para o segmento. “Teremos a oportunidade de sensibilizar o governo e a sociedade do papel que tem o cooperativismo na geração de trabalho e renda, e na consequente redução das desigualdades sociais. Nossa intenção é fomentar a criação de novas políticas públicas voltadas ao segmento, que incentivem a sua expansão e consolidação como alternativa socioeconômica sustentável”, disse.
O presidente do Sistema OCB lembrou ainda que o primeiro passo para o reconhecimento da ONU foi dado pelo coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, enquanto presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), entre 1997 e 2001.
Em seguida, o superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, chamou a atenção do público para os indicadores do cooperativismo no Brasil e no mundo. “Já conquistamos um espaço importante e hoje nossa participação na economia do país é realmente expressiva. Tanto é assim que respondemos por praticamente 6% do PIB. No campo, cerca de 50% de tudo que é produzido internamente passa de alguma forma por uma cooperativa. E mundialmente, mobilizamos 1 bilhão de pessoas”, comentou.
Representando o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, o secretário-executivo da pasta, José Carlos Vaz, enfatizou que a comemoração do Ano 2012 levará a população a resgatar e fortalecer o espírito da solidariedade. “Temos que solidificar as instituições e os movimentos que resgatam o melhor do homem. Para isso, reforço aqui o compromisso do ministério em promover ações e projetos que fortaleçam as cooperativas brasileiras, em especial, as agropecuárias”, comentou Vaz, se referindo ao setor como caminho para o desenvolvimento da agricultura nacional. E finalizou: “em 2012, estaremos sempre ao lado do movimento cooperativista”.
Já o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), senador Waldemir Moka, destacou o cooperativismo como alternativa para a geração e distribuição justa de riquezas no mundo. Ele também enfatizou o comprometimento dos integrantes da Frencoop para o desenvolvimento do setor. “Trabalhamos com esse único objetivo e temos conquistado vitórias importantes. Recentemente, aprovamos no Senado Federal uma proposição que permite o acesso das cooperativas de crédito aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Da mesma forma, buscamos a aprovação do novo Código Florestal ainda este ano. Mesmo sem conseguir isso, ratifico que estaremos ainda mais unidos no sentido de obter uma legislação ambiental realmente coerente com a realidade do nosso país”, disse.
O evento, que reuniu cerca de 200 pessoas, entre líderes do setor, representantes do governo federal, parlamentares e integrantes de entidade parceiras, foi realizado na sede da OCB, em Brasília (DF).
Fonte: OCB
Comissão do Senado aprova exclusão de juros sobre o capital próprio da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins
Aprovada em caráter terminativo, sem necessidade de votação pelo plenário do Senado, a matéria segue agora para a apreciação da Câmara dos Deputados.
Projeto aprovado hoje (13) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado prevê que os juros recebidos ou creditados, a título de remuneração do capital próprio, poderão ser excluídos da base de cálculo da contribuição para os programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e também da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
O relator da matéria, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), apresentou parecer pela rejeição, mas a maioria dos membros do colegiado votou pela aprovação do projeto, de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Com isso, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) foi designado para elaborar um novo relatório pela aprovação.
Em sua justificativa para a apresentação da proposta, Raupp argumentou que a doutrina do direito tributário identificou, nos juros sobre o capital próprio, a natureza de lucro ou dividendo. Por essa razão, justifica-se a exclusão dos juros sobre o capital próprio da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins, como já ocorre com os lucros e dividendos.
Aprovada em caráter terminativo, sem necessidade de votação pelo plenário do Senado, a matéria segue agora para a apreciação da Câmara dos Deputados.
Fonte: Agência Brasil, por Ivan Richard
Ano Internacional das Cooperativas: conheça o site lançado pela OCB
Brasília – 14/12/2011 – A OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) lançou no dia de hoje o site oficial em português falando do Ano Internacional das Cooperativas.
Clique sobre a imagem e confira.
Presidente do Sistema OCB ressalta importância do Ano 2012, o Ano Internacional das Cooperativas
Lançamento oficial do Ano Internacional das Cooperativas ocorre nesta quarta-feira (14/12), em Brasília
Em 2012, o movimento cooperativista mundial vai comemorar o Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o lançamento oficial ocorrerá nesta quarta-feira (14/12), na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), na capital federal. Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, esse será um marco na história do cooperativismo e uma oportunidade para divulgar seus benefícios à sociedade. Conheça o posicionamento do dirigente sobre o tema em entrevista concedida ao portal Brasil Cooperativo.
Sistema OCB – A ONU declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Isso impacta de que maneira na imagem do movimento cooperativista?
Márcio Lopes de Freitas – A declaração da ONU confirma a contribuição efetiva do movimento cooperativista mundial para a redução da pobreza, a partir da geração de trabalho e renda. É um reconhecimento internacional do importante papel que tem o setor para a promoção do desenvolvimento sustentável. O cooperativismo realmente desperta nas pessoas o espírito empreendedor e as inclui social e economicamente. Tanto é assim que hoje ele mobiliza cerca de 1 bilhão de cidadãos em todo o mundo. No Brasil, especificamente, esse número chega a 30 milhões. A iniciativa das Nações Unidas nos abre também novas oportunidades, especialmente porque os olhares estarão voltados para as nossas cooperativas. Será uma oportunidade ímpar de consolidar o cooperativismo como alternativa socioeconômica sustentável, como o caminho para o crescimento de várias nações.
Sistema OCB – No ano em que as cooperativas estarão em evidência, qual será a principal mensagem a ser transmitida?
MLF - Em 2012, teremos a chance de apresentar para toda a sociedade, com o respaldo da ONU e o apoio dos governos federais, os benefícios do cooperativismo. Vamos aproveitar esse momento para mostrar de que forma já contribuímos e podemos somar ainda mais para o desenvolvimento global, por meio da prática dos valores e princípios cooperativistas, que têm como alicerces a união e a integração. A intenção é disseminar essa essência a um número ainda maior de pessoas, em todos os cantos do mundo, e mostrar que a força desse movimento está justamente na valorização do capital humano.
Sistema OCB – Essa ação se refletirá no número de cooperativas e de cooperados? Qual é a expectativa?
MLF – Como teremos a oportunidade de disseminar os diferenciais do cooperativismo de forma mais enfática, acreditamos que mobilizaremos mais pessoas. A tendência, em função disso, é aumentar o número de cooperados. Isso não deve ocorrer de imediato, mas gradativamente. E, nesse processo, poderemos presenciar o surgimento de novas cooperativas ou a expansão daquelas já existentes. Essa é, inclusive, uma dinâmica que tem ocorrido. As organizações estão se juntando com o objetivo de ganhar escala no mercado.
Sistema OCB – Nesse contexto, quais ações serão realizadas?
MLF – Nosso objetivo é fazer com que a população reconheça no seu dia a dia a presença e a importância das cooperativas. Para isso, estamos desenvolvendo atividades nesse sentido. Queremos mostrar que o alimento que chega às suas casas e os serviços financeiros ou de transporte podem vir de uma organização cooperativa. Da mesma maneira, o atendimento prestado por um profissional de saúde, entre tantos outros setores nos quais atuamos. Enfim, a ideia é mostrar como trabalhamos, sensibilizando-as e convidando-as a fazer parte desse movimento. O ano será marcado por muitas comemorações, em todos os estados brasileiros, com a participação das organizações do sistema OCB e de suas cooperativas.
Sistema OCB – E a médio e longo prazos, há um planejamento predefinido?
MLF – A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) já iniciou um trabalho de sensibilização dos representantes das Nações Unidas para que 2012 seja o primeiro ano de uma década dedicada a um fomento mais intenso à prática cooperativista. O Brasil, como membro da ACI, e nós, cooperativistas brasileiros, apoiamos essa ação e disseminaremos a ideia ao governo brasileiro, no momento oportuno.
Sistema OCB – Frente a outros países, como o cooperativismo brasileiro se posiciona?
MLF – O cooperativismo brasileiro é considerado jovem porque tem uma história recente, com pouco mais de 100 anos. Nos últimos 40 anos, o setor conquistou maior relevância, tanto econômica quanto socialmente. Mesmo assim, apresenta características muito fortes. Dos países da América Latina, por exemplo, é o que tem atuação mais diversificada, além de participar mais ativamente da economia nacional e da própria sociedade. Não significa ser melhor ou pior que o cooperativismo de outros lugares, mas um movimento com a cara de Brasil. Então, podemos dizer que as nossas cooperativas estão aproveitando os momentos que a economia nacional oferece, figurando, com certeza, entre as grandes experiências realizadas no mundo. Tanto é assim que o único presidente não europeu da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) foi um brasileiro, Roberto Rodrigues.
Sistema OCB – Como o senhor avalia o desempenho das cooperativas no Brasil, nos últimos anos?
MLF – O cooperativismo brasileiro tem conquistado um espaço cada vez maior na economia nacional, o que é consequência de um olhar voltado à profissionalização da gestão. Temos trabalhado fortemente para oferecer produtos e serviços com qualidade crescente, que se tornem referência no mercado interno e externo. E isso realmente tem ocorrido.
Hoje, nossas 6.652 cooperativas reúnem 9 milhões de cooperados e geram 298 mil empregos diretos. Juntas, elas têm uma movimentação econômico-financeira de R$ 97 bilhões. A perspectiva para este ano é de fechar em US$ 5,8 bilhões em vendas ao exterior.
Além disso, atuamos em 13 setores distintos, tanto no campo quanto nas cidades. Alguns, mais tradicionais, já se firmaram, como o agropecuário. Para se ter uma ideia, praticamente 50% de tudo que é produzido no país passa de alguma forma por uma cooperativa. Outros ramos também trabalham para ampliar e consolidar o seu espaço.
O crédito, por exemplo, tem contabilizado índices expressivos de desenvolvimento. Um levantamento do Banco Central sobre o primeiro semestre de 2011 indica que as cooperativas de crédito cresceram acima da média das outras instituições financeiras nesse período.
O cooperativismo de saúde, por sua vez, atende a um número ascendente de pessoas, assim como o de transporte. Essa é uma tendência para todas as atividades cooperativistas. Logicamente que, nesse contexto, temos de considerar o comportamento da economia brasileira, que, em certos momentos, pode proporcionar um cenário melhor para a expansão de alguns setores.
Sistema OCB – As perspectivas para um futuro próximo estão propícias a um crescimento mais pujante?
MLF – Com certeza, há um espaço potencial para que o movimento cooperativista amplie o campo de atuação. O crescimento mais forte virá com o tempo, a partir de um amadurecimento natural, que será somado ao investimento no profissionalismo da gestão dos negócios e na evolução dos mecanismos de governança. Para isso, contamos com um ator social determinante: o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Temos o desafio de sensibilizar a sociedade para a prática cooperativista de forma mais incisiva no Ano Internacional das Cooperativas.
Sistema OCB – Quais vertentes precisam trabalhadas para fomentar o seu desenvolvimento?
MLF – O crescimento das cooperativas está extremamente ligado à evolução da sociedade, ou seja, as pessoas precisam desenvolver mais a cultura da organização social. Esse é um processo que vai refletir em melhores empresas e, logicamente, melhores cooperativas. Para acelerar essa trajetória, precisamos trabalhar com mais ênfase a educação cooperativa, visando disseminar os conceitos e os princípios do cooperativismo a mais pessoas.
Ao mesmo tempo, temos de investir na boa governança, visando à transparência e à segurança, além de seguir bons modelos de gestão profissional. Nesse contexto, é preciso ter sempre em mente que a cooperativa é, acima de tudo, um negócio e, portanto, deve ser gerida com profissionalismo e competência. Assim, com certeza, contribuiremos para esse processo evolutivo. Estamos apostando nisso por meio das ações desenvolvidas pelo Sescoop. Criado há pouco mais de dez anos, ele desenvolve ações de promoção social, no sentido de criar um ambiente mais propício para a expansão do cooperativismo. Estou certo de que este é o caminho para potencializarmos o movimento cooperativista, tornando-o mais competitivo, ágil e moderno.
Sistema OCB – E a OCB, de que forma tem atuado?
MLF – A função do órgão que representa as cooperativas é aplainar os caminhos, ou seja, criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento. A interlocução com os poderes constituídos da República – Executivo, Legislativo e Judiciário -, sem dúvida, está entre as ações prioritárias. Atuamos estrategicamente com o intuito de esclarecer e, ao mesmo tempo, reforçar as particularidades do cooperativismo, visando normas que atendam a essas características e contribuam para o crescimento do setor. Não menos relevante é a definição de marcos legais regulatórios que influenciarão diretamente no processo evolutivo das cooperativas. Precisamos de normas sintonizadas à realidade. No tocante à lei cooperativista, por exemplo, podemos dizer que o Brasil tem um aparato legal consistente, mesmo que originário de 1971. Mas muita coisa mudou, evoluiu, e temos de acompanhar essas alterações. Além disso, questões tributárias e regulamentações específicas para os ramos nos quais atua o segmento também estão entre as prioridades.
Sistema OCB – O cooperativismo reafirma constantemente seus diferenciais e benefícios, inclusive nos momentos de crise. O Ano 2012 também será uma oportunidade para ratificar a força do movimento?
MLF – Realmente, o cooperativismo tem reafirmado seus diferenciais em momentos dessa natureza. Foi assim na crise financeira mundial, no final de 2008 e início de 2009. Os efeitos foram sentidos pelas cooperativas, porém de forma menos impactante. O setor se mobilizou para contornar as dificuldades e criar novas oportunidades. Com a saída das tradings do mercado, a atuação do ramo crédito foi determinante para a continuidade da produção de muitos agricultores. É certo que faremos o mesmo em 2012. Haverá espaço para o desenvolvimento de todos os ramos do cooperativismo.
Sistema OCB – Para finalizar, em sua opinião, qual é o principal legado do cooperativismo?
MLF – O grande diferencial do cooperativismo é ser formado por organizações de pessoas. Estamos falando de um movimento que valoriza e prioriza o capital humano e não o lucro. Logicamente que, ao ser constituída, a cooperativa atende às necessidades sociais, mas também econômicas de um grupo. Afinal, tem o objetivo de gerar trabalho e renda com inclusão social. Fora essas questões, ser cooperativista é trabalhar em conjunto, ciente de que unidos seremos mais fortes e conquistaremos mais. É interessante ressaltar ainda que trata-se de uma atividade socialmente responsável, que promove naturalmente o desenvolvimento sustentável, gerando crescimento para as comunidades onde está presente.
Fonte: OCB
Banco Central controlará operações de crédito acima de R$ 1 mil
A partir de 30 de abril de 2012, todos os clientes de bancos com operações totais que ultrapassarem R$ 1 mil passarão a ter dados detalhados no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central (BC).
Até agora, apenas clientes com valores acima de R$ 5 mil contavam com os dados incluídos no SCR. Conforme o BC, a base de dados do sistema que acompanha empréstimos e financiamentos concedidos pelo sistema financeiro será ampliada.
Antes dessa mudança, a partir de 31 de janeiro de 2012, o sistema passará a contar com mais detalhes, como a renda das pessoas físicas, faturamento das empresas e as informações dos fundos de investimento de direitos creditórios. A ampliação do SCR fará com que o banco de dados da central de risco do BC passe a acompanhar, em termos de volume, 96% de todas as operações de crédito concedidas pelo sistema financeiro nacional. Atualmente, o sistema abarca 88% das operações.
Fonte: Zero Hora
ICAEXPO é sucesso na Assembleia Geral da ACI no México
A Assembleia Geral em Cancun, México em Novembro foi um grande sucesso. Especialmente com as perspectivas da ICAEXPO em Manchester no próximo ano.
Desde o primeiro evento a Recepção dos Novos Membros até o Jantar de Gala houve um fluxo constante para informamos sobre como participar na EXPO em Manchester. A ICAEXPO é sem dúvida vista como o evento central na comemoração do Ano Internacional do Cooperativismo, em Outubro de 2012 e isso se reflete na demanda de espaço no evento.
O stand da ICAEXPO durante Assembleia Geral esteve quase sempre ocupado. Além daqueles já confirmados, novas reservas foram feitas para as cooperativas da Tanzânia, Quénia e Botswana, Reino Unido, França e Turquia, Canadá, Argentina e Chile, Indonésia, Singapura, Japão, Paquistão e Sri Lanka. Muitos países fizeram perguntas sobre o evento, e ainda com um ano de antecedência já temos 80% da feira tomada!
Segundo o Presidente da ICAEXPO Luiz Branco disse “Não há dúvida que este vai ser o maior e melhor EXPO. O interesse nas Cooperativas vem crescendo, o Ano Internacional das Cooperativas e o local da feira em Manchester, juntos são a combinação perfeita para a feira ser um sucesso – Estou muito animado com esta perspectiva!”
A origem brasileira
Também é importante salientar que a ICAEXPO teve sua origem no Brasil através da Fenacoop. “É gratificante saber que o Brasil faz parte desse sucesso e que promete em 2012 apresentar o que tem de melhor em produtos e serviços cooperativos em seu stand que estará presente na rua principal da feira” completa Luiz Branco.
A Presidente da ICA, Dame Pauline Green e o Director Geral, Charles Gould, estão igualmente otimistas sobre a ICAEXPO 2012, e a participação deles na Recepção de Networking em Cancun, foi essencial para o sucesso do Ano Internacional das Cooperativas (lançada pela a ONU), com ênfase no modelo de negócio das cooperativas. Eles estão particularmente animados com a possibilidade de cooperativas ricas patrocinar cooperativas pequenas (em desenvolvimento) para participar da ICAEXPO, dando-lhes uma oportunidade única de mostrar os seus produtos e acesso ao mercado global. Clique aqui para mais informações: www.icaexpo.coop
Não há melhor maneira de anunciar o ressurgimento das cooperativas do mundo inteiro, do que uma feira de comércio global destacando a enorme contribuição que as cooperativas têm para a economia mundial. A divisão de público comprador profissional e geral é de mais de 10 mil visitantes.
Estamos ansiosos para vê-los lá também!
Fonte: ICAEXPO

EUA: Bank Transfer Day leva 210 mil novos sócios para as Cooperativas de Crédito
A CUNA (Associação Nacional das Cooperativas de Crédito), órgão do cooperativismo norte-americano, divulgou a informação de que durante o período chamado de Bank Transfer Day 210 mil pessoas associaram-se às Cooperativas de Crédito nos EUA. Além disto foram abertas 400 mil novas contas correntes neste período.
Os dados foram divulgados na internet (link) com base nas informações repassadas pelas cooperativas de crédito.
O movimento chamado Bank Transfer Day ocorreu no dia 05/11/2011, e foi desencadeado por um negociante de arte após o Bank Of America divulgar que iria cobrar US$ 5,00 por mês de seus usuários de cartão de crédito. O movimento ganhou força através das mídias sociais e fez inclusive que o Bank of America revisse sua decisão. A essência do movimento era o incentivo de que as pessoas encerrassem suas contas correntes em bancos e transferissem os recursos para uma cooperativa de crédito.
Fonte: Credit Union Times
OCB promove lançamento do Ano Internacional das Cooperativas
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) promove, no dia 14 de dezembro, às 12h, em sua sede, em Brasília (DF), o lançamento do Ano Internacional das Cooperativas – 2012. A comemoração foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), pela Resolução 136/64 de 16 de dezembro de 2009 e terá como tema “Cooperativas constroem um mundo melhor”.
A ideia é aumentar o interesse público sobre as cooperativas, mostrando a sua contribuição para o desenvolvimento socioeconômico e o alcance das metas do milênio; promover o crescimento delas e incentivar governos a estabelecerem políticas, leis e regulamentações condizentes e propícias para a formação, o desenvolvimento e a estabilidade das cooperativas.

Márcio Lopes de Freitas, Presidente da OCB
Segundo o Presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, “o capitalismo e o socialismo estão cada vez mais incapazes de dar respostas a sociedade moderna. Por isto a falência das instituições. O mundo muda muito rápido. Temos a oportunidade de que reconheçam o cooperativismo com a ferramenta mais adequada para a sociedade. O mundo está vendo no cooperativismo a grande oportunidade de mudança, a grande tábua de salvação da humanidade e nós precisamos ter maturidade para aproveitar esta oportunidade. Nos EUA, o Bank Transfer Day (veja a matéria) gerou tantas dificuldades que o NCBA (equivalente a OCB brasileira) teve de interferir nas mídias sociais pedindo calma pois as Credit Unions não estavam dando conta do fluxo de pessoas que as procuravam.” Para finalizar o Presidente da OCB destaca: “acredito que nossas cooperativas podem construir um mundo melhor, mas precisamos entender que isto gera uma responsabilidade muito grande“.

Sicredi recebe Troféu Mérito Lojista no RS pela 11ª vez
O Sicredi recebeu na noite desta quinta-feira, 8/12, o troféu Mérito Lojista na categoria Serviços – Segmento Instituição Financeira Interior. Esta é a 11ª vez que a instituição recebe a honraria da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL/RS), promotora do evento. O vice-presidente da Central Sicredi Sul, Gerson Seefeld, enfatiza que “a premiação é o resultado do trabalho realizado em parceria entre as cooperativas do Sistema Sicredi e seus associados”.
A 24ª edição do Mérito Lojista contempla o Sicredi, entre outras empresas de destaque do varejo, pelo fornecimento de produtos e serviços de excelência e com qualidade aos consumidores e lojistas gaúchos. Sete personalidades que atuam em benefício do desenvolvimento do comércio no Estado, também, serão premiadas. Entre os critérios avaliados na pesquisa, entregue junto aos mais de 50 mil associados das CDL`s do Estado, destacam-se: excelência em atendimento, gestão, política comercial e participação em atividades do varejo.
O presidente da Central Sicredi Sul, Orlando Müller, destaca que “este reconhecimento é muito importante, porque legitima a participação do Sicredi junto aos associados do CDL, como um parceiro no seu desenvolvimento econômico e social.” A cerimônia ocorre no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, a partir das 20h.
Fonte: Assessoria de Comunicação Central Sicredi Sul
Cooperativas de crédito avançam na oferta de crédito total
São Paulo – As cooperativas de crédito que já detêm 2,2% de participação no Sistema Financeiro Nacional (SFN), registram um ritmo de crescimento anual ao redor de 35% e a meta do setor é de atingir 10% do crédito no Brasil de forma sustentável até 2020. E assim se igualar a outros países, como França e Alemanha, que possuem cerca de 40% do crédito com origem no cooperativismo.
Até outubro, o saldo de empréstimos realizados às pessoas físicas por meio das cooperativas chega a R$ 30,065 bilhões, de acordo com o Banco Central, um acréscimo de 1,69% ante setembro, quando ficou em R$ 29,564 bilhões, e de 24% na comparação com outubro de 2010.
Já a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) detalha que os ativos acumulados nos primeiros seis meses de 2011 chegam a R$ 78 bilhões, com patrimônio de R$ 14,5 bilhões e depósitos de R$ 35 bilhões. Os empréstimos totalizam R$ 33 bilhões.
O gestor de Crédito da OCB, Silvio Giusti, explica que o crescimento dos últimos anos tem sido na faixa de 30%, mas que para 2012 a projeção é superior por conta da instabilidade econômica mundial. “Em 2008, durante a crise financeira, houve um degrau de crescimento, o que pode se repetir em 2012. Os bancos tradicionais têm cuidado com a instabilidade internacional, pois têm exposição aos ativos. Já as cooperativas não têm essa exposição e mantêm a oferta”.
As cooperativas de crédito podem funcionar de forma segmentada, como de funcionários públicos, empresários rurais, etc. ou de livre admissão, que aceitam diversos associados, sejam pessoas físicas ou jurídicas.
Em 2010, o Banco Central, por meio do Conselho Monetário Nacional liberou a atuação das entidades livres para municípios de qualquer porte.
Fonte: Jornal DCI
Cooperativas de crédito abrem 313 novos postos de atendimento em 2011
As cooperativas de crédito continuam expandindo sua rede de atuação. De janeiro a outubro de 2011, o setor inaugurou 313 novos postos de atendimento cooperativo (PACs), contabilizando 37% de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior.
Nesses primeiros dez meses, foram abertos 85 PACs a mais que a melhor marca registrada até o momento, de 2010, quando foram inaugurados 228 novos postos. Os dados foram levantados pelo Sistema OCB, com base em indicadores do Banco Central do Brasil (BC).
Para o presidente do sistema, Márcio Lopes de Freitas, o resultado reflete o investimento constante do cooperativismo de crédito no profissionalismo da gestão. “Nossas cooperativas têm oferecido, cada vez mais, produtos e serviços de qualidade e com taxas menores. O atendimento personalizado aos associados é outro diferencial”, disse. Freitas também ressalta o papel social desempenhado pelo segmento. “Com isso, temos ocupado um espaço crescente no mercado e contribuído diretamente para a inclusão financeira da população brasileira”, comenta.
A cada dois dias úteis, são abertos três novos PACs, correspondendo a uma média de 31,3 estabelecimentos por mês. O estudo também mostra a evolução dos últimos cinco anos. Entre 2006 e 2010, foi inaugurada uma média de 167 novos postos nos primeiros dez meses de cada período. A menor marca foi observada em 2007, de 107 PACs.
Hoje, as cooperativas de crédito estão presentes em 45% dos municípios brasileiros, com mais de 4,8 mil pontos de atendimento (cooperativas + postos de atendimento). Mais de 400 desses têm baixa densidade demográfica, média de 20 habitantes por km2, e contam exclusivamente com a cooperativa como instituição financeira. Se o segmento compartilhasse suas estruturas, seria a segunda maior rede de atendimento do país.
“Os dados mostram que o cooperativismo de crédito tem uma participação importante no desenvolvimento socioeconômico do país, estimulando o empreendedorismo local e auxiliando diretamente na criação de oportunidades de negócio e distribuição de renda com inclusão financeira”, complementa o presidente do Sistema OCB.
Reforçando ainda mais os indicadores de crescimento do cooperativismo de crédito, a OCB constatou que no último trimestre (junho a setembro) o ramo apresentou o maior crescimento de ativos, desde 2005, alcançando o percentual de 9,73%.
Fonte: OCB
A cooperação que gera desenvolvimento econômico e social
Por Ademar Schardong*
Cada vez mais, o mundo reconhece a força da cooperação. O tema teve sua importância respaldada pela própria ONU, que proclamou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, atenta ao impacto das cooperativas no desenvolvimento da sociedade.
O cooperativismo traduz um ideal socioeconômico de um tipo societário que carrega os valores da cooperação, forjados a partir das necessidades humanas que precedem, inclusive, as diretrizes contemporâneas do Estado Democrático de Direito. Tem como valores a adesão voluntária, a solidariedade, a cooperação, a colaboração, o interesse coletivo e o compromisso com a comunidade.
Atualmente, novos negócios estão surgindo inspirados nos ideais cooperativos, como as plataformas de compras coletivas, destinadas a tornar mais acessíveis produtos e serviços por meio da aquisição em grupo ou sites que compartilham conhecimento. Muitas mudanças em âmbito político, social e econômico têm ganhado força a partir de mobilizações feitas nas redes sociais. As pessoas estão cada vez mais atentas e sensíveis a questões relacionadas com sustentabilidade e predispostas a participarem de modelos de negócios colaborativos.
Neste contexto, as cooperativas de crédito têm se firmado no mercado financeiro como um sistema mais inclusivo, participativo e democrático. Os resultados gerados pelas cooperativas são repassados aos associados, os donos do negócio, proporcionalmente ao volume das suas operações e reinvestidos no lugar onde vivem, fortalecendo a economia local. Segundo a Woccu (World Council of Credit Union), são mais de 53 mil cooperativas de crédito no mundo, que movimentaram, em 2010, 1,45 trilhões de dólares em produtos, serviços e soluções financeiras. No Brasil, de acordo com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o setor agrega 5,1 milhões de associados e 4,5 mil pontos de atendimento. São gerados cerca de 300 mil empregos por 6,65 mil cooperativas. O cooperativismo de crédito está alinhado aos pressupostos de crescimento sustentado, onde a organização das pessoas é a base do seu desenvolvimento.
Independentemente do ramo de atuação, a cooperação tem força para transformar o mundo num lugar mais humano, igualitário e sustentável.
*Presidente-executivo do Sicredi
OCB e Sebrae defendem inclusão financeira
Aproveitar as oportunidades e somar esforços. Esse foi o tom dos discursos na abertura do Fórum de Boas Práticas em Cooperativas de Crédito, na sede do Sebrae Nacional, em Brasília (DF).
O evento oficializa a união do Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Banco Central e mais 138 instituições do ramo que pretendem investir cerca de R$ 5,3 milhões no fomento às cooperativas de crédito.
O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou em seu discurso o grande diferencial do cooperativismo, que é ser formado por pessoas. “Estamos falando de um movimento que valoriza e prioriza o capital humano, as atividades socialmente responsáveis que promovem naturalmente o desenvolvimento sustentável. Sabemos que o cooperativismo é um grande aliado para a inclusão financeira da população”, disse.
“Aumentar a participação do cooperativismo de crédito no mercado financeiro nacional é um grande desafio, que passa pelo fortalecimento das cooperativas de crédito do segmento empresarial. Para tanto, é fundamental a ampliação da escala e do escopo dos serviços financeiros oferecidos por essas cooperativas aos seus cooperados”, diz o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. Segundo o diretor, as cooperativas de crédito podem e devem inovar, para facilitar e ampliar o acesso a crédito e a outros produtos e serviços financeiros por empreendedores, micro e pequenas empresas.
Fonte: OCB
Sistema Sicredi firma parceria com o IFC (IFC – International Finance Corporation)
O Sicredi anunciará hoje a formalização de uma operação de dívida subordinada do Sicredi com o IFC – International Finance Corporation, braço financeiro do Banco Mundial. A assinatura do contrato ocorrerá nesta quarta-feira, 7 de dezembro, em Washington, prevendo um montante de US$ 50 milhões, repassados por meio do Banco Cooperativo Sicredi para 27 cooperativas filiadas.
Os dados da parceria serão divulgados no decorrer do dia de hoje.



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